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Moradora chama BM e diz que lobisomem tentou invadir casa no RS

Tentativa de invasão em Sentinela do Sul ganhou repercussão após um chamado inusitado à Brigada Militar (BM). Uma moradora acionou a polícia alegando que alguém forçava a porta de sua…
lobisomem

Tentativa de invasão em Sentinela do Sul ganhou repercussão após um chamado inusitado à Brigada Militar (BM). Uma moradora acionou a polícia alegando que alguém forçava a porta de sua casa. Ao chegarem ao local, os agentes ouviram da vítima que o suposto invasor era um lobisomem.

O que aconteceu durante a madrugada

Segundo o registro oficial da ocorrência, a mulher ligou para a BM pedindo atendimento urgente, afirmando que um indivíduo tentava entrar em sua residência.

A guarnição se deslocou até o endereço informado, em Sentinela do Sul, município com cerca de 5 mil habitantes no sul do Rio Grande do Sul.

No local, os policiais:

  • Fizeram averiguação no pátio e no entorno da casa
  • Não encontraram sinais de arrombamento
  • Não localizaram nenhum suspeito

“Era um lobisomem”, disse a moradora

Após a vistoria, os policiais perguntaram à mulher e ao filho dela se poderiam descrever o invasor.

Inicialmente hesitante, a moradora afirmou que se tratava de um lobisomem. O filho, que é cego, confirmou a versão da mãe e declarou que a suposta criatura os atormenta há anos.

O chamado ocorreu durante uma madrugada de lua nova — e não de lua cheia, tradicionalmente associada ao folclore do lobisomem.

O que diz o registro da Brigada Militar

No boletim de ocorrência, os policiais registraram que não havia qualquer pessoa no local, nem sinais de tentativa real de invasão.

O texto oficial afirma:

“Por se tratar de uma criatura folclórica, foi dito às partes solicitantes que, não havendo nenhum indivíduo no local, seja ele humano ou licantropo, a averiguação seria encerrada.”

Por que casos assim acontecem?

Especialistas em comportamento e segurança pública apontam que chamados envolvendo figuras folclóricas ou situações irreais costumam estar ligados a:

  • Medo intenso ou sensação real de ameaça
  • Estresse, ansiedade ou privação de sono
  • Experiências anteriores mal explicadas
  • Influência de crenças culturais ou folclóricas

Mesmo quando não há crime, a polícia trata o chamado com seriedade para garantir a integridade dos moradores.

Impacto prático para a população local

O caso reacendeu o debate sobre:

  • Uso responsável dos canais de emergência
  • A importância de atendimento psicológico em situações de medo recorrente
  • Como a polícia deve lidar com relatos fora do padrão criminal

Em cidades pequenas como Sentinela do Sul, ocorrências desse tipo rapidamente ganham repercussão e viram assunto entre moradores.

O que muda a partir de agora?

Do ponto de vista legal, nada muda para a moradora, já que ela acreditava estar em risco.

Para a Brigada Militar, o episódio entra na estatística de chamados sem constatação de crime — algo comum em centrais de emergência.

Para a comunidade, fica o alerta: qualquer suspeita real deve ser comunicada, mas é importante diferenciar ameaças concretas de percepções subjetivas.

Em resumo

Houve tentativa real de invasão?

Não. A polícia não encontrou sinais de arrombamento nem suspeitos.

Por que o caso chamou atenção?

Porque a moradora afirmou que o invasor era um lobisomem.

A Brigada Militar tomou alguma medida?

Fez a vistoria, garantiu a segurança do local e encerrou a ocorrência.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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