🌿 Tecnologia de microalgas
Tecnologia de microalgas impulsiona o crescimento da startup TerraMares Soluções Ambientais, que vem se destacando no cenário nacional pela capacidade de transformar pesquisa científica em produtos reais, sustentáveis e com impacto direto na indústria, na agricultura e na preservação dos ecossistemas costeiros.
A empresa de Rio Grande, no Litoral Sul gaúcho aposta na biotecnologia marinha como eixo estratégico para a construção de uma economia moderna alinhada aos princípios da Economia Azul.
🌊 Economia Azul e inovação: o conceito que move a TerraMares

A TerraMares nasceu no ambiente de pesquisa da FURG, dentro do Parque Científico e Tecnológico do Mar, reunindo a expertise de Victor Magalhães, Luiza Costa e Tainã Ança.
A ideia surgiu da percepção do potencial ainda pouco explorado da biodiversidade aquática brasileira — especialmente da Lagoa dos Patos e das áreas costeiras próximas ao Oceano Atlântico.
A Economia Azul, que orienta o trabalho da empresa, promove o uso responsável de recursos marinhos para gerar desenvolvimento sem comprometer os ecossistemas.
Esse estudo foi levado dos laboratórios do Instituto de Oceanografia diretamente para soluções aplicáveis ao mercado.
“Queríamos tirar a biotecnologia das bancadas e levá-la para o mundo real, criando uma bioeconomia local, sustentável e 100% nacional”, destaca o CEO Victor Magalhães.
🧬 Como funciona a produção baseada em microalgas
Toda a produção dos bioprodutos ocorre em laboratório próprio em Rio Grande.
O processo começa com a coleta de pequenas amostras de água, seguida do isolamento de microrganismos por meio de microscopia.
A localização estratégica da cidade permite acesso a ambientes de alta biodiversidade:
✅ Lagoa dos Patos
✅ Mananciais costeiros
✅ Oceano Atlântico
Essa variedade garante um banco de cepas altamente adaptadas às condições brasileiras — uma vantagem competitiva no mercado de biotecnologia.
🌱 Três áreas de atuação: agricultura, indústria e descarbonização
Hoje, a TerraMares trabalha em três frentes principais que posicionam a empresa entre as mais inovadoras do país.
1. Agricultura regenerativa
A linha GrowMares utiliza blends de microalgas verdes, azuis e vermelhas com alta concentração de compostos naturais, como:
-
fitohormônios,
-
pigmentos,
-
aminoácidos,
-
minerais essenciais.
Essas fórmulas ajudam a regenerar o solo, reduzir insumos químicos e reforçar o equilíbrio biológico das lavouras.
“A biomassa de microalgas é uma plataforma viva de compostos multifuncionais, ideal para fertilizantes e bioestimulantes”, explica Magalhães.
2. Matérias-primas de alto valor agregado
Da biomassa também surgem compostos utilizados em:
-
cosméticos,
-
suplementos,
-
bioplásticos,
-
aditivos industriais,
-
bioenergia.
Esse uso reforça o papel das microalgas como matéria-prima versátil e altamente sustentável.
3. Descarbonização industrial
A empresa desenvolve fotobiorreatores exclusivos, projetados de acordo com a necessidade de cada cliente. Esses equipamentos:
-
capturam CO₂,
-
convertem o gás em biomassa útil,
-
e ainda tratam efluentes de forma natural, sem produtos químicos.
Essa abordagem permite que indústrias avancem em metas de sustentabilidade e neutralização de carbono.
🔬 Banco de Microrganismos da Biodiversidade Brasileira: um diferencial único
Durante o período de incubação na FURG, a TerraMares consolidou um vasto banco de cepas nacionais, validando microalgas em escala piloto e criando uma estrutura científica preparada para atender o mercado com segurança e confiabilidade.
A startup se diferencia por não utilizar cepas importadas, priorizando a biodiversidade tropical brasileira e soluções adaptadas ao clima local.
🏆 Reconhecimento nacional e internacional
Em 2025, a startup recebeu dois importantes reconhecimentos:
📌 Prêmio Pesquisador Gaúcho – Startup Inovadora
Promovido pela Fapergs, a distinção destacou o papel da TerraMares no avanço da biotecnologia marinha e da inovação sustentável.
📌 Destaque mundial na trilha Industry 5.0
A empresa ficou entre as 10 melhores do mundo entre mais de 2 mil empresas de 80 países, consolidando-se como referência global na integração entre tecnologia, sustentabilidade e trabalho humano.
“O futuro da sustentabilidade nasce nas águas do Brasil — da Lagoa dos Patos ao Rio Negro”, conclui o CEO.



















