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Veja como tarifaço impactará um dos maiores produtores de laranja do RS

Tarifaço dos Estados Unidos já repercute no campo do Rio Grande do Sul, especialmente em Liberato Salzano, no Norte do Estado. Reconhecido como um dos maiores produtores de laranja do…
Misturar cascas de laranja com vinagre, Tarifaço
Foto: Freepik

Tarifaço dos Estados Unidos já repercute no campo do Rio Grande do Sul, especialmente em Liberato Salzano, no Norte do Estado.

Reconhecido como um dos maiores produtores de laranja do RS, o município teme os efeitos indiretos da taxação americana, que poderá afetar a competitividade e os preços da fruta cultivada localmente.

Tarifaço dos Estados Unidos impactará produtores da fruta

A citricultura é a base da diversificação produtiva em Liberato Salzano.

São cultivados 950 hectares de laranjas e 52 de bergamotas, totalizando 1.002 hectares de citros.

Essa produção abastece tanto a indústria instalada na própria cidade quanto fábricas de suco em outras regiões do Estado.

Grande parte da fruta é destinada à industrialização, com destaque para o suco de laranja, que atende o mercado interno e também a exportação.

O principal destino internacional é a Europa, consolidando o município como um polo estratégico da cadeia produtiva de citros.

Concorrência indireta com suco paulista pode pressionar preços no RS

Apesar de o impacto direto da taxação americana atingir empresas paulistas que exportam suco aos Estados Unidos, o reflexo poderá ser sentido também no Rio Grande do Sul.

Sem acesso ao mercado americano, essas grandes empresas precisarão redirecionar seus produtos para outros destinos, como a Europa — onde hoje também chega o suco produzido a partir da fruta gaúcha.

Segundo Valtemir Bazeggio, extensionista rural da Emater/RS-Ascar em Liberato Salzano, esse redirecionamento tende a acirrar a concorrência e provocar uma queda nos preços do produto, afetando os produtores locais.

Ao todo, 272 famílias estão envolvidas diretamente na atividade.

Além da citricultura, o tabaco — outro item atingido pelo tarifaço — também compõe a matriz agrícola da região.

Safra atual cresce 56% mesmo com impactos da seca anterior

A safra atual de citros no município chega a 23,4 mil toneladas, resultado que representa um crescimento de 56% em comparação ao ciclo anterior, mesmo após os efeitos da estiagem.

A colheita das variedades precoces já foi finalizada, e agora os produtores iniciam o trabalho com as frutas de ciclo mais tardio.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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