Supermercados Nacional está chegando ao capítulo final de sua história no Rio Grande do Sul.
A marca, adquirida pelo grupo Carrefour em 2022, tinha previsão inicial de encerrar as operações até junho de 2025.
Porém, o fechamento definitivo foi antecipado, e os últimos quatro estabelecimentos que ainda resistiam em território gaúcho têm data marcada para encerrar as atividades neste mês de setembro.
A decisão encerra uma trajetória de décadas no Estado e reflete a nova estratégia do grupo francês, que aposta em formatos de menor custo, como o atacarejo Atacadão, e de maior exclusividade, como o clube de compras Sam’s Club.
Do auge ao encerramento: como a marca perdeu espaço
Quando a rede Nacional foi incorporada ao Carrefour, 47 lojas estavam em funcionamento, sendo 39 somente no Rio Grande do Sul.
A ideia era vender os pontos comerciais, repassando-os a outras redes interessadas, ou convertê-los em unidades Carrefour.
Apesar de grande parte dos espaços ter despertado o interesse de grupos regionais, a dificuldade em negociar aluguéis com os proprietários dos imóveis acabou acelerando o processo de fechamento.
Esse movimento abre, por outro lado, espaço no mercado varejista gaúcho para novas redes locais e regionais.
Quais supermercados Nacional ainda estão abertos no RS
Atualmente, restam apenas quatro lojas da marca no Estado.
Todas já entraram em processo de liquidação de estoques e têm data definida para o fechamento:
Porto Alegre – Jardim Leopoldina
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Última unidade na capital gaúcha.
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Emprega entre 50 e 70 funcionários.
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Encerramento previsto para 30 de setembro de 2025.
Montenegro
- Em funcionamento há mais de 30 anos.
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Liquidação programada para este fim de semana.
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O ponto será ocupado pela rede Mombach, que já possui três lojas na cidade.
Santa Maria
- Previsão de fechamento até 28 de setembro.
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Emprega cerca de 60 trabalhadores, segundo o SEC-SM.
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O espaço será assumido pela rede Nicolini.
Santa Cruz do Sul
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Encerramento previsto para 21 de setembro.
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45 funcionários empregados.
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Também passará a operar sob a bandeira Nicolini.
O que diz o Carrefour sobre o futuro no RS
Em entrevista recente, Pablo Lorenzo, CEO do grupo Carrefour para a América Latina, afirmou que a decisão de encerrar a marca Nacional está alinhada ao objetivo de concentrar investimentos em operações mais rentáveis e competitivas.
“Nossa estratégia mudou. Estamos focados em formatos que permitem maior eficiência e crescimento sustentável, como Atacadão e Sam’s Club”, destacou Lorenzo.
Impacto para consumidores e trabalhadores
A saída definitiva dos supermercados Nacional não é apenas uma mudança no cenário comercial, mas também um marco emocional para clientes habituais que acompanharam a trajetória da rede.
Além disso, sindicatos de comerciários das cidades afetadas seguem negociando garantias para os trabalhadores impactados pelos fechamentos.



















