Sujeira e alimentos vencidos: fiscalização apreende alimentos impróprios
A força-tarefa do Programa Segurança dos Alimentos realizou uma operação de fiscalização na quarta-feira (22) em Sarandi, no Norte do Rio Grande do Sul, e apreendeu 1,7 tonelada de produtos impróprios para consumo.
Dois mercados foram alvos da ação, que identificou alimentos vencidos, armazenados de forma inadequada e com riscos à saúde da população.
Quase 2 toneladas inutilizadas
No primeiro estabelecimento, agentes encontraram 1,6 tonelada de produtos vencidos desde 2023, utilizados na produção de bolos, tortas e doces.
O depósito e a área de manipulação da padaria foram totalmente interditados.
Além disso, foram constatadas péssimas condições de higiene e a presença de álcool cuja venda é proibida em mercados.
No segundo mercado, cerca de 100 kg de produtos sem procedência, incluindo galinha caipira, cachaça e vinho colonial, foram apreendidos.
Também foram encontrados alimentos vencidos, reforçando a importância da fiscalização para garantir a segurança alimentar da população.
Os nomes dos estabelecimentos não foram divulgados.
Condições inadequadas colocam consumidores em risco
A operação destacou problemas no armazenamento de alimentos, incluindo:
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Temperaturas inadequadas;
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Produtos vencidos, muitos desde o ano passado, usados em preparações para venda;
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Falta de higiene e cuidados básicos;
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Venda de bebidas sem registro legal.
Ação da força-tarefa no Norte do RS
O Programa Segurança dos Alimentos é uma iniciativa do governo do Estado que realiza fiscalizações periódicas em mercados, padarias, restaurantes e estabelecimentos que manipulam alimentos.
O objetivo é proteger a saúde da população e assegurar que produtos vendidos estejam dentro das normas de validade, armazenamento e higiene.
Orientações para consumidores
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Verifiquem sempre a data de validade dos produtos antes de comprar;
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Observem a higiene do estabelecimento e condições de armazenamento;
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Prefiram produtos com registro legal e procedência comprovada;
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Denunciem irregularidades às autoridades competentes.
Fizeram parte da operação os promotores de Justiça Alcindo Luz Bastos da Silva Filho, de Defesa do Consumidor de Porto Alegre, e Nicoli Almeida Manfrin, de Sarandi; servidores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPRS), representantes da Vigilância Sanitária Municipal, Secretaria Estadual da Saúde, da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) e Patrulha Ambiental da Brigada Militar (PATRAM).























