Estiveram presentes no encontro, representantes da Brigada Militar, pescadores, surfistas, mães, familiares e amigos de vítimas que perderam a vida no mar devido à pesca inadequada, além de fundadores da ONG “Mar seguro”, que luta contra utilização de redes como método de pesca.
Os defensores do surf reclamam que a fiscalização não está cumprindo o seu papel, que as redes não são identificadas como deveriam, além de estarem sendo colocadas em lugares inadequados e não sinalizados. Eles ainda argumentam que o Rio Grande do Sul é o único Estado no Brasil que permite a utilização destes cabos para a prática de pesca. Já os pescadores reivindicam locais fixos, sinalizado e demarcados para evitar esse tipo de problema.
Em resposta, um representante da BM diz que a Brigada associa-se aos esforços de preservação à vida, e faz o possível para atender todas as demandas. A BM é responsável por atender denúncias e retirar qualquer rede que esteja sendo usada em desacordo com a lei.
A situação atual não permite redes não identificadas, em locais não autorizados ou sinalizados. O secretário adjunto da SJDH afirma que a fiscalização deve ser feita tanto para pescadores quanto para surfistas e ressalta a importância do papel da sociedade em denunciar qualquer irregularidade: “Devemos fazer uma rede de solidariedade, informação e denúncia para apaziguar esta situação.”
No final da reunião, ficou acertado que a fiscalização durante o feriado de Páscoa será intensificada para evitar o aumento do número de vítimas, enquanto providências definitivas não forem tomadas. Também foi sugerida a formação de uma comissão para discutir a questão atual, além de formar um grupo de estudo para realização de um mapeamento no Litoral Norte.



















