Sistema antigranizo no RS
Sistema antigranizo no RS entrou oficialmente no radar do governo gaúcho após uma missão técnica a Santa Catarina revelar como a tecnologia pode reduzir perdas causadas por granizo na vitivinicultura.
Com prejuízos cada vez mais frequentes provocados por eventos climáticos extremos, o Rio Grande do Sul avalia adotar um modelo já consolidado em Santa Catarina para proteger lavouras sensíveis, especialmente os vinhedos da Serra Gaúcha.
O que está acontecendo e por quê
A Secretaria da Agricultura do RS (Seapi) liderou uma comitiva técnica aos municípios de Fraiburgo, Videira e Caçador, em Santa Catarina, para conhecer de perto o sistema antigranizo usado há anos na proteção da fruticultura.
A iniciativa surgiu após pressão direta do setor vitivinícola, que enfrenta perdas recorrentes com granizo, comprometendo safras inteiras e a previsibilidade de produção.
Quem participou da missão
- Equipe técnica da Seapi
- Representantes de 22 municípios da Serra e do Vale do Caí
- Defesa Civil do RS
- Sindicatos rurais
- Seguradoras agrícolas
O grupo foi liderado pelo secretário-adjunto da Agricultura, Márcio Madalena.
Como funciona o sistema antigranizo usado em Santa Catarina
O modelo catarinense utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata, liberando micropartículas na atmosfera durante a formação das nuvens de tempestade.
Essas partículas interferem no processo de formação do granizo, reduzindo o tamanho das pedras de gelo antes que atinjam o solo.
Estrutura atual em SC
- 170 geradores de iodeto de prata espalhados pelo Estado
- Operação integrada com monitoramento meteorológico em tempo real
- Ações acionadas apenas em condições específicas de risco
Por que isso importa para o RS agora
Somente na última década, episódios de granizo causaram prejuízos milionários à vitivinicultura da Serra Gaúcha, afetando pequenos e médios produtores.
Além das perdas diretas na produção, os eventos extremos impactam:
- Empregos no campo
- Receita municipal
- Abastecimento da indústria vinícola
- Planejamento de exportações
Impacto prático para produtores e indústria
Segundo o Consevitis, a adoção do sistema pode trazer ganhos estruturais para toda a cadeia produtiva.
- Redução consistente de perdas por granizo
- Mais previsibilidade de safra
- Maior segurança financeira ao produtor
- Planejamento industrial mais eficiente
- Estabilidade de preços ao consumidor
Declaração do setor
Luciano Rebellatto, presidente do Consevitis, classificou o projeto como estratégico para a permanência dos viticultores na atividade e para a sustentabilidade da cadeia produtiva.
Modelos de implantação em estudo no RS
O governo avalia diferentes formatos para viabilizar o projeto.
- Convênios entre Estado e municípios
- Parcerias público-privadas
- Uso de recursos do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura
A estrutura jurídica, administrativa e econômica do modelo de Caçador também foi analisada como referência.
Cenários futuros: o que pode mudar
Se implementado na Serra Gaúcha, o sistema pode transformar a forma como o RS lida com riscos climáticos na agricultura.
- Criação de um cinturão de proteção agrícola
- Redução da dependência de seguros rurais caros
- Menor volatilidade de produção anual
- Expansão futura para outras culturas sensíveis
Em resumo
O que é o sistema antigranizo?
Uma tecnologia que reduz o tamanho do granizo usando iodeto de prata liberado na atmosfera.
Por que o RS quer implantar?
Para diminuir perdas na vitivinicultura e aumentar a previsibilidade das safras.
Quando pode sair do papel?
Ainda não há prazo definido; o projeto está em fase de estudo técnico e financeiro.


















