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Saiba como manter a saúde das crianças na primavera

O clima quente e seco exige cuidados para evitar desidratação e doenças alérgicas ou respiratórias

Na primavera, o aumento das temperaturas e a queda na umidade relativa do ar se tornam desafios à saúde de muitas crianças, especialmente nas regiões Centro-Oeste do país. Em estados como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, o clima quente e seco favorece o surgimento de doenças respiratórias, alergias, irritações na pele e nos olhos, além de aumentar o risco de desidratação nos pequenos.

Segundo Carolina Brocco, médica da área de pediatria do AmorSaúde, rede de clínicas parceiras do Cartão de TODOS, a combinação entre calor intenso e baixa umidade exige atenção especial dos pais e adultos cuidadores.

“Durante a primavera, há maior incidência de doenças como asma, bronquite, rinite, infecções respiratórias e irritações de pele. Por conta da poeira e o pólen, que ficam suspensos no ar, quadros alérgicos, principalmente em crianças que já possuem histórico de alergias, podem ser agravados”, explica.

Sinais de alerta para desidratação

Os bebês e as crianças pequenas são o grupo mais suscetível aos efeitos do calor extremo, por apresentarem uma maior perda de líquidos e pelo fato de que ainda não possuem a capacidade de expressar bem a sede. Por essas razões, é essencial observar os primeiros sinais de desidratação, tais como:

  • Diminuição da quantidade de urina; 
  • Boca seca;
  • Saliva espessa;
  • Olhos e moleira mais fundos;
  • Pele fria; 
  • Irritabilidade e cansaço excessivo. 

“Se a criança apresentar choro sem lágrimas ou estiver mais sonolenta e com respiração acelerada, é um sinal de alerta. Nesses casos, é primordial procurar uma avaliação médica imediatamente”, orienta Carolina Brocco.

O consumo de frutas ajuda a manter a hidratação das crianças (Imagem: Tatevosian Yana | Shutterstock)

Alimentos e bebidas para manter as crianças hidratadas

Para evitar a desidratação na criança e o agravamento dos sintomas, a ingestão de água é indispensável. No entanto, é fundamental buscar outras formas de manter o corpo hidratado, como o consumo de alimentos ricos em água. Frutas como melancia, melão, laranja e abacaxi são excelentes alternativas. 

Hortaliças e legumes frescos contribuem bastante para uma boa hidratação. Variar entre água potável, água de coco e sucos naturais também são opções recomendadas. Por outro lado, refrigerantes e sucos industrializados devem ser evitados, pois contêm alto teor de açúcar e podem aumentar a perda de líquidos pelo organismo.

Ambientes mais úmidos

Devido ao ar seco, o uso de umidificadores de ar é uma das formas mais eficazes de aliviar os sintomas de ressecamento das vias respiratórias e da pele. “O umidificador ajuda a deixar o ambiente mais agradável, reduzindo a congestão nasal e melhorando o sono. Mas é importante fazer a limpeza regular do aparelho para evitar a proliferação de fungos e bactérias”, explica Carolina Brocco.

Outra escolha comumente utilizada por diversas famílias brasileiras é colocar bacias com água no quarto antes de dormir. Apesar de conseguir aumentar um pouco a umidade do ar em tempo seco, aliviando o ressecamento do sistema respiratório, a médica alerta que essa não é uma solução muito eficiente e pode representar risco de acidentes de afogamento para crianças e, por isso, não recomenda a utilização. “A bacia de água não é segura para as crianças. A orientação mais adequada é priorizar o uso de umidificadores de névoa fria, que são mais seguros”, alerta.

Roupas leves e proteção solar

A escolha das roupas adequadas influencia na saúde das crianças durante o calor. O indicado é usar peças leves, soltas e feitas de tecidos naturais, como algodão, que permitem a transpiração da pele. Roupas úmidas e com camadas excessivas devem ser evitadas, visto que retém o calor e corroboram para a sudorese excessiva.

Quanto à exposição solar, o cuidado deve ser redobrado. A aplicação de protetor solar com FPS 50 ou superior é essencial, devendo ser reaplicado a cada duas horas. Um alerta relevante é que crianças menores de seis meses não devem se expor diretamente ao sol, uma vez que possuem uma pele extremamente sensível e fina, o que os tornam mais vulneráveis a queimaduras solares.

“É importante evitar o sol entre 10h e 16h, além de usar chapéus e roupas com proteção UV. Mesmo em dias nublados ou dentro de carros, os raios solares continuam atingindo a pele”, acrescenta a médica.

Medidas práticas para prevenir doenças respiratórias na primavera

A médica destaca hábitos simples que ajudam a proteger as crianças dos problemas respiratórios mais comuns na primavera:

  1. Hidrate o corpo com frequência: ofereça água várias vezes ao dia, mesmo sem que a criança peça;
  2. Evite ambientes fechados, com poeira: manter a casa arejada e limpa é fundamental;
  3. Uso de umidificador de ar: use em locais muito secos, sempre fazendo a higienização com frequência;
  4. Evitar exposição à fumaça e à poluição: o indicado é utilizar máscaras em locais com alta concentração de poluentes;
  5. Mantenha o acompanhamento médico regular: principalmente para crianças com histórico de alergias ou doenças respiratórias.

“Cuidar da hidratação e do ambiente é essencial para prevenir complicações. Pequenas mudanças na rotina fazem toda a diferença para garantir o bem-estar das crianças nessa época do ano”, finaliza Carolina Brocco.

Por Nayara Campos

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