Foram 770 mortes no trânsito neste primeiro semestre, contra 863 no ano passado, em 692 acidentes. Os chamados usuários vulneráveis são mais da metade das vítimas (55%). Não por acaso que a ONU pediu, na Resolução que instituiu a Década de Ação para a Segurança no Trânsito, maior atenção aos pedestres, ciclistas e motociclistas. Os motociclistas mortos representam 24% das vítimas. Com o agravante que 31,5% das vítimas de acidentes com motos estão na faixa dos 18 a 24 anos. O total de 161 pedestres (23%) entre as vítimas também é preocupante, principalmente considerando-se que 37% deles têm mais de 60 anos.
Os acidentes graves – com vítimas fatais – também sofreram redução: foram 7% menores que em 2010, quando 745 acidentes provocaram mortes. A maioria desses acidentes são colisões (43%). Os atropelamentos respondem por 23% dos acidentes, percentual que caiu em relação ao ano passado, quando eram 28%. Sessenta e quatro por cento desses acidentes ocorreram nas rodovias.
O levantamento também detectou que, ao contrário do que pensa o senso comum, os veículos novos se envolvem mais em acidentes fatais. Considerando-se os veículos automotores (excluindo bicicletas, carroças e reboques), a idade da frota envolvida em acidentes com vítimas fatais é, em média, 3,8 anos mais nova que a frota do Estado. Enquanto a idade média dos veículos envolvidos em acidentes é de 9,5 anos, a idade média da frota do Estado é de 13,3 anos.
Para o governador Tarso Genro, a divulgação desses números ocorre mais como um fator educativo para a população, e menos como uma conquista a ser comemorada. “Mostra que a sociedade civil está preparada para compartilhar com o poder público a responsabilidade pela mudança de comportamento no trânsito.”



















