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Rota do ciclone: veja cidades com maior risco de vento forte no RS

Rota do ciclone A rota do ciclone que se desenha sobre o Rio Grande do Sul entre terça e quinta-feira aponta para um dos sistemas mais intensos já observados no…
Tempestade no RS
Foto: Rogério Reinheimer Bernardes/Litoralmania - Chuva chegando em Osório

Rota do ciclone

A rota do ciclone que se desenha sobre o Rio Grande do Sul entre terça e quinta-feira aponta para um dos sistemas mais intensos já observados no estado nesta época do ano.

Meteorologistas destacam que a trajetória prevista é capaz de provocar ventos extremamente fortes no Sul e no Leste gaúcho, temporais no Centro-Sul do Brasil e acumulados de chuva que podem se tornar localmente excessivos.

O fenômeno ganha ainda mais relevância porque surge em pleno primeiro mês do verão, período em que ciclones dessa magnitude são raríssimos.

🌬️ Ciclone ganha força e segue rota incomum sobre o RS

Modelos analisados pela MetSul Meteorologia revelam que o centro do sistema deve se deslocar de Oeste para Leste, cruzando o RS aproximadamente na linha do paralelo 30ºS.

É somente depois dessa travessia continental que o ciclone alcançará o oceano, inclinando sua trajetória para Leste-Sudeste, já na segunda metade da semana.

O processo de formação se intensifica rapidamente:

📌 Segunda-feira (8)

– Um centro de baixa pressão de 1000 hPa se aprofunda sobre a província de Corrientes, na Argentina.
– A instabilidade começa a se espalhar pelo Centro-Sul do Brasil.

📌 Terça-feira (9)

– O sistema evolui para ciclone extratropical, com pressão de 994 hPa no Oeste do RS.
– Ao longo da tarde e noite, o centro cruza o estado e chega à altura da Lagoa dos Patos.

📌 Quarta-feira (10)

– O ciclone atinge seu auge, com pressão mínima entre 982 e 984 hPa — valores excepcionalmente baixos sobre o continente.
– O sistema avança rente ao litoral gaúcho e passa para o mar ao final do dia.

📌 Quinta-feira (11)

– Começa o afastamento mais significativo, embora ainda influencie a costa.
– O ciclone se desloca rapidamente em direção ao Leste-Sudeste, já mais distante da faixa costeira.

Meteorologistas reforçam que a pressão estimada está entre as menores registradas no Sul do Brasil desde o furacão Catarina, em 2004 — ainda que o fenômeno atual não seja um furacão, já que seu ciclo se dá em terra e não sobre o oceano.

🌪️ Projeções de vento na rota do ciclone: onde será mais crítico

O impacto do vento começa a ser sentido ainda na noite de terça-feira e atinge seu ponto máximo na quarta. Mesmo na quinta, ainda podem ocorrer rajadas fortes em pontos isolados.

🌧️ Velocidades previstas para o Sul do Brasil

– Grande parte do Sul pode registrar ventos entre 60 e 90 km/h.
– O Rio Grande do Sul deve sofrer os maiores efeitos, especialmente na faixa Sul e Leste do estado.

🌊 Regiões de maior risco no RS

As simulações mostram que os maiores acumulados de vento e risco estrutural se concentram:

  • Lagoa dos Patos e entorno

  • Santa Vitória do Palmar a Mostardas

  • Faixa litorânea entre Palmares do Sul e Cidreira

  • Trechos do Litoral Norte mais ao sul do que ao norte

Enquanto cidades como Pinhal e Cidreira devem ser fortemente impactadas, regiões mais ao norte — como Arroio do Sal e Torres — tendem a sentir ventos intensos, mas com menor severidade em comparação ao trecho sul.

🌪️ Vento extremo atinge Porto Alegre e Região Metropolitana

Por estar ao norte da Lagoa dos Patos, Porto Alegre também entra na área de influência direta da rota do ciclone.

✔️ Previsões para a capital:

  • 70 a 90 km/h na maior parte dos bairros

  • 90 a 110 km/h em áreas próximas ao Guaíba e no extremo Sul

  • Rajadas ainda maiores podem ocorrer por efeito topográfico, especialmente entre prédios e morros

A Região Metropolitana Sul segue o mesmo padrão, com risco acentuado para quedas de árvores, falta de energia e impacto no trânsito.

⚠️ Por que este ciclone é tão incomum para dezembro?

  • Ciclones extratropicais podem se formar em qualquer época do ano,

  • Mas os mais intensos acontecem no outono e na primavera, quando há maior contraste térmico entre massas de ar.

  • Dezembro, sendo o primeiro mês do verão, não costuma registrar pressões tão baixas e ventos tão fortes sobre o continente.

Essa combinação excepcional coloca o fenômeno entre os mais relevantes já observados no verão gaúcho.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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