Rota do ciclone
A rota do ciclone que se desenha sobre o Rio Grande do Sul entre terça e quinta-feira aponta para um dos sistemas mais intensos já observados no estado nesta época do ano.
Meteorologistas destacam que a trajetória prevista é capaz de provocar ventos extremamente fortes no Sul e no Leste gaúcho, temporais no Centro-Sul do Brasil e acumulados de chuva que podem se tornar localmente excessivos.
O fenômeno ganha ainda mais relevância porque surge em pleno primeiro mês do verão, período em que ciclones dessa magnitude são raríssimos.
🌬️ Ciclone ganha força e segue rota incomum sobre o RS
Modelos analisados pela MetSul Meteorologia revelam que o centro do sistema deve se deslocar de Oeste para Leste, cruzando o RS aproximadamente na linha do paralelo 30ºS.
É somente depois dessa travessia continental que o ciclone alcançará o oceano, inclinando sua trajetória para Leste-Sudeste, já na segunda metade da semana.
O processo de formação se intensifica rapidamente:
📌 Segunda-feira (8)
– Um centro de baixa pressão de 1000 hPa se aprofunda sobre a província de Corrientes, na Argentina.
– A instabilidade começa a se espalhar pelo Centro-Sul do Brasil.
📌 Terça-feira (9)
– O sistema evolui para ciclone extratropical, com pressão de 994 hPa no Oeste do RS.
– Ao longo da tarde e noite, o centro cruza o estado e chega à altura da Lagoa dos Patos.
📌 Quarta-feira (10)
– O ciclone atinge seu auge, com pressão mínima entre 982 e 984 hPa — valores excepcionalmente baixos sobre o continente.
– O sistema avança rente ao litoral gaúcho e passa para o mar ao final do dia.
📌 Quinta-feira (11)
– Começa o afastamento mais significativo, embora ainda influencie a costa.
– O ciclone se desloca rapidamente em direção ao Leste-Sudeste, já mais distante da faixa costeira.
Meteorologistas reforçam que a pressão estimada está entre as menores registradas no Sul do Brasil desde o furacão Catarina, em 2004 — ainda que o fenômeno atual não seja um furacão, já que seu ciclo se dá em terra e não sobre o oceano.
🌪️ Projeções de vento na rota do ciclone: onde será mais crítico
O impacto do vento começa a ser sentido ainda na noite de terça-feira e atinge seu ponto máximo na quarta. Mesmo na quinta, ainda podem ocorrer rajadas fortes em pontos isolados.
🌧️ Velocidades previstas para o Sul do Brasil
– Grande parte do Sul pode registrar ventos entre 60 e 90 km/h.
– O Rio Grande do Sul deve sofrer os maiores efeitos, especialmente na faixa Sul e Leste do estado.
🌊 Regiões de maior risco no RS
As simulações mostram que os maiores acumulados de vento e risco estrutural se concentram:
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Lagoa dos Patos e entorno
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Santa Vitória do Palmar a Mostardas
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Faixa litorânea entre Palmares do Sul e Cidreira
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Trechos do Litoral Norte mais ao sul do que ao norte
Enquanto cidades como Pinhal e Cidreira devem ser fortemente impactadas, regiões mais ao norte — como Arroio do Sal e Torres — tendem a sentir ventos intensos, mas com menor severidade em comparação ao trecho sul.
🌪️ Vento extremo atinge Porto Alegre e Região Metropolitana
Por estar ao norte da Lagoa dos Patos, Porto Alegre também entra na área de influência direta da rota do ciclone.
✔️ Previsões para a capital:
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70 a 90 km/h na maior parte dos bairros
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90 a 110 km/h em áreas próximas ao Guaíba e no extremo Sul
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Rajadas ainda maiores podem ocorrer por efeito topográfico, especialmente entre prédios e morros
A Região Metropolitana Sul segue o mesmo padrão, com risco acentuado para quedas de árvores, falta de energia e impacto no trânsito.
⚠️ Por que este ciclone é tão incomum para dezembro?
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Ciclones extratropicais podem se formar em qualquer época do ano,
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Mas os mais intensos acontecem no outono e na primavera, quando há maior contraste térmico entre massas de ar.
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Dezembro, sendo o primeiro mês do verão, não costuma registrar pressões tão baixas e ventos tão fortes sobre o continente.
Essa combinação excepcional coloca o fenômeno entre os mais relevantes já observados no verão gaúcho.



















