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Ressaca em Atlântida Sul: monumento icônico é derrubado pela força do mar

Ressaca em Atlântida Sul A ressaca em Atlântida Sul transformou o cenário de um dos balneários mais queridos do Litoral Norte gaúcho neste primeiro final de semana de 2026. A…
Ressaca em Atlântida Sul: monumento icônico é derrubado pela força do mar

Ressaca em Atlântida Sul

A ressaca em Atlântida Sul transformou o cenário de um dos balneários mais queridos do Litoral Norte gaúcho neste primeiro final de semana de 2026.

A força das águas, que castigou a costa no último sábado (03/01), culminou na queda da Rosa dos Ventos, monumento que serve como ponto de referência e símbolo turístico da beira-mar de Osório.

Nesta manhã de domingo (04/01), o prefeito de Osório, Romildo Bolzan Júnior, realizou uma vistoria técnica no local para avaliar a extensão dos danos e coordenar as primeiras ações de recuperação da orla.

O impacto da ressaca no monumento “Rosa dos Ventos”

O avanço do mar sobre a faixa de areia em Atlântida Sul não foi apenas um espetáculo visual, mas também destrutivo.

A base da Rosa dos Ventos, estrutura de concreto que há anos resistia às intempéries, não suportou a erosão causada pelo impacto contínuo das ondas e cedeu.

Acompanhado pelo secretário municipal de Obras e Saneamento, Gilberto Souza, o prefeito Romildo Bolzan Júnior confirmou que a prioridade imediata é a segurança dos veranistas e a preservação do patrimônio municipal.

“Vamos analisar junto à equipe de engenharia da prefeitura como iremos recolocar o monumento. Neste momento, nosso foco é a logística de retirada das peças”, afirmou o prefeito durante a inspeção.

As estruturas de concreto que compõem a Rosa dos Ventos serão recolhidas da orla nesta segunda-feira (05/01) para evitar que fragmentos sejam levados pela maré ou causem acidentes com banhistas.

Posteriormente, um projeto de engenharia definirá se a reconstrução ocorrerá no mesmo ponto ou em um local com maior proteção contra o avanço do mar.

Estado da infraestrutura e monitoramento da orla

Apesar do prejuízo simbólico com a queda do monumento, a Secretaria de Obras informou que outros equipamentos públicos e privados na beira-mar de Atlântida Sul resistiram ao fenômeno. Até o momento, o balanço indica que:

  • Quiosques: As estruturas comerciais localizadas na orla não foram atingidas pela invasão da água.

  • Passarelas: Os acessos de madeira, fundamentais para a preservação das dunas, seguem íntegros.

  • Arenas Esportivas: As quadras instaladas recentemente pela prefeitura, com mastros de madeira, não sofreram danos estruturais significativos.

Alerta aos veranistas: Perigo no mar e orientações da Brigada Militar

A Brigada Militar mantém viaturas e efetivo na orla de Atlântida Sul para orientar os turistas. A recomendação é clara: evite entrar no mar enquanto a ressaca persistir.

A combinação de ondas fortes, correntes de retorno intensificadas pelo fenômeno meteorológico e a presença de destroços de concreto na água aumenta consideravelmente o risco de afogamentos e ferimentos graves.

Os salva-vidas (Guarda-Vidas) reforçam que a bandeira vermelha deve ser respeitada rigorosamente.

Ressacas forte no Litoral Norte gaúcho

A ressaca é consequência direta da atuação de uma área de baixa pressão sobre o Oceano Atlântico, aliada ao ingresso de uma massa de ar frio intensa para esta época do ano.

Esse sistema atmosférico provocou ventos fortes no Leste do Rio Grande do Sul, com rajadas ainda mais intensas em alto-mar, favorecendo a formação de ondas elevadas e mar agitado ao longo de toda a costa gaúcha.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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