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Regularização fundiária vai impactar centenas de moradias no Litoral

Regularização fundiária A regularização fundiária da Praia da Capilha, localidade às margens da Lagoa Mirim, no município de Rio Grande (Litoral Sul do RS), terá neste sábado (28) uma nova…
Regularização fundiária vai impactar centenas de moradias no Litoral
Foto: Prefeitura de Rio Grande/Divulgação

Regularização fundiária

A regularização fundiária da Praia da Capilha, localidade às margens da Lagoa Mirim, no município de Rio Grande (Litoral Sul do RS), terá neste sábado (28) uma nova etapa decisiva.

A Prefeitura convocou uma audiência pública, marcada para as 14h, no Sítio do Cardosinho, com o objetivo de esclarecer dúvidas dos moradores e veranistas sobre os procedimentos para regulamentar a ocupação da área.

O processo é resultado de um acordo firmado com o Ministério Público Federal (MPF), que destinou R$ 2 milhões para a restauração da capela histórica da Capilha, construída no século XVIII.

Em contrapartida, o município assumiu o compromisso de estabelecer regras claras de uso e ocupação do solo.

Comunidade marcada pela ocupação desordenada

De acordo com o secretário municipal de Planejamento, Glauber Gonçalves, a região passou por anos de ocupação irregular, em sua maioria por veranistas que adquiriram terrenos informalmente e construíram casas de lazer.

“Eles simplesmente compram terrenos, colocam casas e aproveitam o local, que realmente é lindo. Mas precisamos organizar esse uso para garantir tanto a preservação quanto a qualidade de vida dos moradores”, destacou Gonçalves.

Além dos veranistas, vivem na área pescadores, trabalhadores de granjas e famílias que cultivam para subsistência.

Estima-se que 420 pessoas morem de forma permanente no local, que ainda carece de infraestrutura básica como água potável e esgoto tratado, embora possua fornecimento de energia elétrica.

Levantamento social e cadastro dos imóveis

Equipes formadas por assistentes sociais e agentes de regularização visitarão cada imóvel da comunidade para identificar os moradores fixos e os ocupantes sazonais.

O objetivo é diferenciar quem reside permanentemente daqueles que utilizam os imóveis apenas durante o verão.

“Naquele local, ninguém possui título de propriedade. Esse processo vai justamente dar segurança jurídica e organizar o território”, explicou o secretário.

Infraestrutura e urbanização futura

Após a etapa de regularização, a Prefeitura pretende implantar um regime urbanístico na Capilha.

A meta é interromper a ocupação irregular e iniciar um processo de melhoria ambiental e estrutural da região.

Entre as medidas previstas estão:

  • Instalação de rede de distribuição de água potável em parceria com a Corsan;

  • Criação de uma estação de tratamento de esgoto;

  • Obras de drenagem e pavimentação da via principal;

  • Planejamento para transformar a localidade em um balneário estruturado, capaz de gerar trabalho e renda para os moradores fixos.

Segundo Gonçalves, trata-se de um processo complexo e de alto custo, mas que representa um passo fundamental para dar qualidade de vida e sustentabilidade à comunidade.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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