Reajuste da CEEE Equatorial
Reajuste da CEEE Equatorial — A partir deste sábado (22), consumidores de 72 municípios do Rio Grande do Sul enfrentarão um dos maiores aumentos tarifários dos últimos anos.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste médio de 19,53% nas tarifas da concessionária, afetando diretamente quase 2 milhões de unidades consumidoras e pressionando ainda mais o orçamento das famílias gaúchas.
🔌 CEEE Equatorial terá aumento expressivo: o que muda para cada tipo de consumidor
A Aneel confirmou que o maior impacto será sentido pelos clientes de baixa tensão, categoria que abrange áreas rurais, prédios do poder público, iluminação pública e serviços essenciais. Para esse grupo, o reajuste chega a 21,82%.
Já os consumidores residenciais (B1) — casas e apartamentos — enfrentarão um aumento de 21,76%, configurando uma das altas mais pesadas do período.
No setor de alta tensão, categoria que inclui grandes indústrias, hospitais e comércios de grande porte, o reajuste será de 12,36%.
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O Reajuste Tarifário Anual (RTA) é previsto em contrato e ocorre todos os anos nas distribuidoras brasileiras. O processo é conduzido pela Aneel e tem como objetivo manter atualizados os custos operacionais embutidos na tarifa.
Segundo a CEEE Equatorial, os principais fatores que pressionaram os índices aprovados em 2025 são:
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aumento dos custos de distribuição e transporte de energia;
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despesas maiores com compra de energia no mercado;
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alta dos encargos setoriais, como subsídios e contribuições obrigatórias.
A concessionária atende 7,8 milhões de pessoas no Estado, distribuídas em 72 municípios.
⚠️ Tarifa represada em 2024 poderá gerar novos aumentos em 2026
A CEEE Equatorial informou que um repasse de 7,32%, previsto para a tarifa de 2024, não foi aplicado após a calamidade climática que atingiu o Rio Grande do Sul no ano passado. Para evitar um impacto ainda maior naquele período crítico, o aumento foi adiado.
Esse percentual, porém, não será incorporado agora.
Ele segue represado até 2026, quando poderá voltar à mesa de negociações e gerar novos acréscimos nos reajustes futuros.
📈 O que esperar daqui para frente
Especialistas avaliam que consumidores devem se preparar para um cenário de energia mais cara no curto e médio prazo.
A combinação de custos setoriais elevados, impactos climáticos e necessidade de modernização da infraestrutura elétrica sustentam a tendência de aumentos acima da inflação.



















