Queda no Cânion Fortaleza resultou na morte de uma menina de 11 anos na tarde desta quinta-feira (10), em Cambará do Sul, na Serra Gaúcha. A criança, natural de Curitiba (PR), caiu de uma altura de aproximadamente 70 metros enquanto visitava o mirante do parque com os pais. O local é o ponto mais alto do cânion e recebe milhares de turistas por ano.
O acidente ocorreu por volta das 13h, quando a família se dirigia a um banco de descanso próximo ao mirante. De acordo com relatos do secretário de Turismo de Cambará, Andrews Mohr, a menina correu na frente e, em questão de segundos, caiu no abismo. O pai ainda tentou alcançá-la, mas não conseguiu evitar a tragédia.
As buscas iniciaram imediatamente. Por volta das 17h30, um drone com câmera térmica localizou a menina em uma área de difícil acesso. Para chegar ao ponto exato onde o corpo se encontrava, os bombeiros precisaram perfurar rochas e montar pontos de ancoragem para descida com rapel. A operação só foi concluída por volta das 23h15, quando dois operadores conseguiram atingir a área e colocar a vítima em uma maca. Infelizmente, a menina já estava sem vida.
A Urbia Cânions Verdes, empresa que administra o parque desde 2021, prestou apoio à família e às autoridades durante toda a operação. Em nota, informou estar mobilizada para oferecer suporte completo aos envolvidos.
Ainda segundo o secretário de Turismo, não há registros anteriores de acidentes semelhantes envolvendo visitantes em áreas permitidas do Cânion Fortaleza. Os casos já ocorridos envolvem pessoas que desrespeitam a sinalização e tentam realizar travessias em áreas proibidas, o que não foi o caso nesta ocorrência.
O Cânion Fortaleza, localizado dentro do Parque Nacional da Serra Geral, a cerca de 23 quilômetros do centro de Cambará do Sul, é um dos principais atrativos turísticos do Rio Grande do Sul. Com 7,5 quilômetros de extensão, 2 mil metros de largura e 1.157 metros de altitude, oferece vistas panorâmicas que alcançam até o litoral catarinense em dias de céu limpo.
A tragédia reacende o debate sobre a segurança nos parques naturais do Brasil, especialmente em áreas com alto fluxo turístico. Moradores e visitantes pedem reforço na sinalização, instalação de barreiras físicas e campanhas de conscientização para evitar novos acidentes fatais como o ocorrido.


















