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Quando e onde o ciclone traz maior risco ao Litoral

Quando e onde o ciclone traz maior risco Quando e onde o ciclone traz maior risco é a pergunta que domina o Rio Grande do Sul nesta semana, à medida…
Quando e onde o ciclone traz maior risco ao Litoral
Foto: Rogério Reinheimer Bernardes/Litoralmania - Ventania em Osório

Quando e onde o ciclone traz maior risco

Quando e onde o ciclone traz maior risco é a pergunta que domina o Rio Grande do Sul nesta semana, à medida que o sistema se aprofunda rapidamente sobre o estado e cria um cenário de ventos muito fortes, chuva localmente intensa e possibilidade de danos, especialmente no Litoral e entorno da Lagoa dos Patos.

Modelos atmosféricos de alta precisão indicam pressão excepcionalmente baixa para a região, reforçando o potencial de vento destrutivo em determinados pontos.

🌀 Formação e intensificação do ciclone sobre o RS

Pressão atmosférica excepcionalmente baixa surpreende modelos

O ciclone começou a se formar no Oeste do Rio Grande do Sul no início da manhã e, nas horas seguintes, se aprofundou rapidamente enquanto avançava pelo território gaúcho.

A pressão atmosférica deve cair abaixo de 990 hPa ainda em terra, número raro e bastante baixo para padrões regionais.

Apesar disso, especialistas da MetSul destacam que a intensidade do vento não depende apenas do valor absoluto da pressão, mas sobretudo do contraste entre a pressão do ciclone e a de centros de alta pressão próximos.

Por isso, ciclones de inverno — acompanhados de massas de ar frio muito densas — às vezes geram rajadas até mais fortes.

Ciclone se desloca em direção ao Litoral e aumenta o vento

Durante esta terça-feira, o centro do sistema saiu do Oeste e se desloca para uma área entre Grande Porto Alegre, Norte da Lagoa dos Patos, Litoral Médio e Litoral Norte, local onde o vento tende a se intensificar de maneira significativa no final do dia e madrugada da quarta-feira.

O modelo europeu projeta pressão de:

  • 985 hPa no centro do ciclone ainda nesta noite,

  • 982 hPa na madrugada de quarta, com o sistema muito próximo da costa, na altura do Litoral Médio e Litoral Norte.

Em Porto Alegre, o mesmo modelo chega a sugerir valores próximos de 990 hPa, abaixo dos registros históricos da cidade (993 e 994 hPa).

🌬️ Onde o vento será mais forte

As áreas de maior risco de vento intenso perto e acima de 100 km/h incluem as águas abertas da Lagoa dos Patos e municípios costeiros do Litoral Médio, especialmente a região de Mostardas.

Pode ventar muito forte ainda em pontos do Litoral Norte e parte Norte da Lagoa dos Patos, como no extremo Sul de Porto Alegre, Sul de Viamão, Palmares do Sul e Capivari do Sul.

Municípios na faixa costeira e na Lagoa dos Patos e seu entorno devem ter muita atenção:

– Rio Grande, Pelotas, São Lourenço do Sul, São José do Norte, Turuçu, Mostardas, Arambaré, Camaquã, Cristal, Tapes, Barra do Ribeiro, Guaíba, Porto Alegre, Viamão, Tavares, Palmares do Sul, Capivari do Sul, Balneário Pinhal, Cidreira, Osório, Tramandaí, Imbé, Xangri-lá, Capão da Canoa, Arroio do Sal e Torres.

⏰ Quando o ciclone traz maior risco

Terça-feira à tarde e noite

  • Aumento rápido do vento no Litoral Norte e Norte da Lagoa dos Patos.

  • Campo de vento forte começa a avançar para o Sul pela Lagoa.

Madrugada e manhã de quarta-feira

  • Pico de vento na faixa mais ao Sul da Lagoa dos Patos e Litoral Médio.

  • Rajadas acima de 100 km/h podem ocorrer entre 0h e 9h em pontos isolados.

Quarta-feira à tarde

  • Campo de vento se desloca de Sul para Norte.

  • Porto Alegre, Litoral Norte e municípios costeiros entre Capão da Canoa e Torres podem registrar rajadas intensas.

Acompanhamento de chuva

O vento forte deve vir acompanhado de chuva localmente forte, especialmente na passagem do vórtice (a “rosca” do ciclone).

🌤️ Quando o vento diminui?

O ciclone se afasta rapidamente para o oceano na quinta-feira.

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  • Madrugada: ainda podem ocorrer rajadas próximas à costa.

  • Ao longo do dia: vento perde força em praticamente todo o RS.

  • A partir da tarde, o sistema estará totalmente sobre alto-mar.

Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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