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Proposta cria mecanismos de controle para evitar fraudes no serviço público

Com o objetivo de criar mecanismos de controle para evitar fraudes no serviço público, o deputado Carlos Gomes (PPS) apresentou o Projeto de Lei nº 51/2008, em tramitação na Assembléia…

Com o objetivo de criar mecanismos de controle para evitar fraudes no serviço público, o deputado Carlos Gomes (PPS) apresentou o Projeto de Lei nº 51/2008, em tramitação na Assembléia Legislativa. A proposta do parlamentar fixa critérios para pagamento de despesa pública oriunda de convênio firmado entre a administração direta e indireta, incluindo as fundações, autarquias e empresas públicas.

Conforme a matéria, os pagamentos só poderão ser realizados se a fatura, boleto bancário, cheque ou ordem de pagamento contar com a assinatura do fiscal do convênio, dos administradores ou ordenadores da despesa. A proposição também determina que o fiscal seja um funcionário estável, concursado e efetivo do órgão público contratante. A autorização de pagamento sem a entrega do bem, obra ou serviço contratado poderá implicar em demissão do fiscal.

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Na avaliação do proponente, “os sucessivos escândalos na operacionalização dos pagamentos de obras, serviços e bens contratados que geram Comissões Parlamentares de Inquéritos e  processos criminais, devem-se à falta de um controle mais rígido, especialmente no caso dos convênios,  não exigindo que o fiscal (um funcionário público concursado) assine a ordem de pagamento”.
 
A intenção é dar mais autonomia ao fiscal, pois atualmente ele acompanha a execução da parte técnica, porém não pode fiscalizar a ordem de pagamento dos contratos. “Entendo que o fiscal precisa acompanhar o processo do início ao fim. Ele deverá verificar se o serviço, bem ou obra contratada foi entregue para poder autorizar o pagamento,” diz Carlos Gomes. O parlamentar do PPS justifica a prerrogativa do fiscal ser um funcionário concursado e efetivo do órgão público contratante. “Queremos um técnico isento, pois antes de se comprometer com atitudes ilícitas, o fiscal certamente pensará na sua carreira e no seu futuro”, declara.
 
O parlamentar conta que o projeto foi inspirado em casos trazidos pela CPI do Detran. “Observamos que quanto maior a fiscalização, mais fácil será coibir os desvios de recursos”, acredita Carlos Gomes. 
 
Repercussão
O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos do RS (Sindsepers), Cláudio Augustin, diz que a proposta é meritória e destaca a preocupação do parlamentar em encontrar alternativas para evitar a ocorrência de fraudes. “Somos parceiros para acabar com qualquer tipo de fraude”, declara Augustin.    
          
Porém, alerta que o projeto de lei tem vício de origem. “Quem deveria apresentar matéria sobre o tema é o Poder Executivo”, afirma. Augustin observa que o PL  não cria o cargo e nem  as atribuições do fiscal. “Eu digo que tem um fiscal, mas não digo suas competências, como será sua remuneração. O fiscal tem o ônus e não tem suas garantias constitucionais”, comenta. O presidente do Sindsepers também critica a transferência de responsabilidades legais para o fiscal e lembra que esse  controle já é feito pela Contadoria e Auditoria Geral do Estado (Cage/RS).
 
Questionado sobre as observações de Augustin, o deputado Carlos Gomes afirma que entende a posição do presidente do Sindsepers. Porém, o parlamentar frisa, que um dos objetivos é levantar o debate e chamar a  atenção do tema. “Se for confirmado vício de origem, negociaremos e solicitaremos que o projeto seja apresentado pelo Executivo”, admite.
Este conteúdo foi produzido em parceria com colaborador do Portal Litoralmania. O Litoralmania revisa, edita e publica o material assegurando qualidade, apuração e transparência, mantendo seu compromisso com informações confiáveis e bem fundamentadas.

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