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Projeto de lei cria normas para Economia Popular Solidária

Está em tramitação na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 336/2007, de iniciativa popular, que institui a Política Estadual de Fomento à Economia Popular Solidária no Estado do Rio Grande…
Está em tramitação na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei 336/2007, de iniciativa popular, que institui a Política Estadual de Fomento à Economia Popular Solidária no Estado do Rio Grande do Sul. A proposta  foi apresentada pelo Fórum Gaúcho de Economia Solidária e já tem parecer favorável em três comissões: Participação Legislativa Popular, Constituição e Justiça e Economia e Desenvolvimento Sustentável.

 

De acordo com o texto do projeto , “os empreendimentos da economia popular solidária terão prioridade e critérios diferenciados para a obtenção de incentivos ao investimento e à fixação das atividades econômicas”. Também é prevista a criação do Conselho Estadual da Economia Popular Solidária. Ele será tripartite e paritário, com a participação de representantes do Estado, das entidades de apoio e dos trabalhadores da Economia popular solidária. O conselho deverá organizar e acompanhar a aplicação da política  Estadual de Fomento à EPS.
 
Segundo a justificativa, o PL 336/2007 procura instituir normas e políticas públicas  estaduais para um universo de produção, comércio, trabalho e renda  praticados por milhares de trabalhadores no Estado. Os proponentes entendem que a proposta  vai reduzir as desigualdades regionais além de favorecer o pleno emprego.

 

Atualmente  existem 2084 empreendimentos  que reúnem 410 mil trabalhadores da Economia Popular Solidária no Rio Grande do Sul, conforme  o Sistema de Informações em Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. Porém, a maioria dos empreendimentos é descapitalizada, possui poucos instrumentos de produção e os que tem são defasados tecnologicamente. Além disso, os trabalhadores têm pouca formação gerencial, o que acarreta  dificuldades para competir no mercado.

 

Vários organismos  como ONGs, universidades e igrejas já  atuam como parceiros do Estado para o desenvolvimento do setor. Mas não existe um ordenamento jurídico, o que levou o Fórum a propor o PL de Iniciativa Popular ao Parlamento gaúcho. Com a aprovação do PL, as entidades esperam  um melhor reconhecimento social do setor e que isto garanta tratamentos específicos nas pesquisas e estatísticas públicas.

 

Pareceres
Em seu parecer favorável na Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável, o deputado Ronaldo Zulke (PT) afirma: “a aprovação da presente proposta é o reconhecimento da
trajetória de um novo modelo de organização da atividade econômica, que integra, no RS e no País, milhares de trabalhadores. Reafirma e ao mesmo tempo serve de estímulo à continuidade e expansão das experiências inovadoras e corajosas de políticas públicas executadas por  diversos municípios, estados e até pelo governo federal”.

 

O deputado Marquinho Lang (DEM) também foi favorável ao projeto na Comissão de Constituição e Justiça. Conforme  seu parecer, não existe nenhum obstáculo jurídico à iniciativa, pois ela visa instituir normas de fomento ao desenvolvimento das Cooperativas e Empresas de Autogestão. “Ela é o resultado de um amplo debate promovido pelo Fórum Gaúcho de Economia Solidária junto à sociedade. A aprovação desta proposição trará substancioso desenvolvimento econômico, refletindo em segurança social para uma parcela significativa de trabalhadores em nosso Estado”, justifica Lang.

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