Proibidos pela Anvisa
Produtos proibidos pela Anvisa voltam ao centro das atenções após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinar a retirada imediata de diversos medicamentos, suplementos alimentares, um óleo de canabidiol e produtos à base de creatina vendidos em todo o Brasil.
As decisões mais recentes foram oficializadas no Diário Oficial da União (DOU) e fazem parte de uma ofensiva mais ampla da agência contra irregularidades sanitárias ao longo de 2025.
A medida acende um alerta importante para consumidores, profissionais da saúde e estabelecimentos comerciais, especialmente diante do crescimento do consumo de suplementos, produtos naturais e medicamentos adquiridos sem prescrição adequada.
🔍 Fiscalização da Anvisa se intensifica em 2025
Desde o início de 2025, a Anvisa vem adotando uma postura mais rigorosa na fiscalização de produtos comercializados no país. Além dos casos mais recentes, a agência já determinou o recolhimento de café, azeite de oliva, suplementos e medicamentos por problemas como:
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Contaminação;
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Falsificação;
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Falhas graves nas boas práticas de fabricação;
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Ausência de registro ou autorização sanitária;
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Origem desconhecida dos produtos.
Segundo a Anvisa, essas ações têm como principal objetivo proteger a saúde da população, coibindo a circulação de itens que podem representar riscos graves ao consumidor.
🌿 Óleo de canabidiol é proibido por falta de autorização
Entre as decisões mais recentes, chama atenção a proibição do óleo de canabidiol Full Spectrum Oil 600 mg, da marca Leve CBD.
❌ Por que o produto foi retirado do mercado?
De acordo com a Anvisa, o produto não possui registro nem autorização sanitária, condição obrigatória para a comercialização de derivados de cannabis no Brasil, mesmo nos casos de uso medicinal.
A agência reforça que qualquer produto à base de canabidiol precisa seguir regras específicas, incluindo autorização individual ou registro formal, garantindo controle de qualidade, procedência e segurança.
💪 Creatina: recolhimento voluntário após irregularidades
A Basecol Mix Indústria e Comércio de Alimentos iniciou o recolhimento voluntário de todos os seus produtos à base de creatina monoidratada, após a identificação de irregularidades na formulação.
🧪 Produtos afetados
O recolhimento abrange todos os itens das marcas:
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Creatina Creamy
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Crea Cream
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Pasta de Creatina
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Creme de Creatina
A creatina é amplamente utilizada por atletas e praticantes de atividades físicas, o que aumenta a preocupação das autoridades sanitárias quanto à qualidade e à composição correta desses produtos.
💊 Paracetamol com codeína tem lotes recolhidos
Outro caso que gerou forte repercussão envolve a Geolab Indústria Farmacêutica S/A, que realizou o recolhimento voluntário de diversos lotes de paracetamol associado ao fosfato de codeína.
⚠️ O problema identificado
Foram constatadas variações entre 1,9% e 2,66% na quantidade de codeína, o que pode comprometer a eficácia do medicamento e oferecer riscos ao paciente, principalmente em tratamentos de dor.
📦 Lotes afetados
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Paracetamol + Fosfato de Codeína 500 mg + 7,5 mg (embalagens com 12, 24, 96 e 480 comprimidos – a partir de 28/01/2025);
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Paracetamol + Fosfato de Codeína 500 mg + 30 mg (embalagens com 12, 24, 36, 96 e 480 comprimidos – a partir de 28/01/2025).
A recomendação é que pacientes procurem orientação médica ou farmacêutica antes de continuar o uso.
👂 Audioclean: medicamento para “zumbido” é totalmente proibido
A Anvisa determinou a proibição de todos os lotes do Audioclean, produto divulgado como solução para aliviar zumbidos no ouvido.
🚫 Irregularidades encontradas
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Produto sem registro, notificação ou cadastro;
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Divulgação com alegações terapêuticas não autorizadas;
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Fabricante não identificado.
A agência alerta que produtos com promessas de cura ou alívio rápido, sem respaldo científico e regulatório, representam risco elevado à saúde.
⚖️ Uplife: cápsula emagrecedora tem venda suspensa
Outro alvo da fiscalização foi o suplemento Uplife, comercializado como cápsula para emagrecimento.
❌ Motivos da proibição
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Ausência de registro, notificação ou cadastro na Anvisa;
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Origem de fabricação desconhecida;
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Divulgação irregular com apelo para perda de peso.
A Anvisa reforça que suplementos não podem prometer efeitos terapêuticos ou medicinais sem comprovação e autorização oficial.
🛑 O que fazer se você comprou algum desses produtos?
A orientação da Anvisa é clara:
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Interrompa o uso imediatamente;
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Não descarte o produto no lixo comum;
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Procure o local de compra ou o fabricante para informações sobre devolução;
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Em caso de efeitos adversos, busque atendimento médico.
Consumidores também podem registrar denúncias e eventos adversos nos canais oficiais da Anvisa.
📌 Por que essas decisões são importantes?
As ações reforçam a necessidade de atenção redobrada ao comprar medicamentos, suplementos e produtos naturais, especialmente pela internet ou redes sociais.
A Anvisa destaca que registro e autorização sanitária são garantias mínimas de segurança, qualidade e eficácia.


















