Eu ando buscando aquela alegria antiga
Perdida, talvez, nos descaminhos
Dos meus caminhos novos.
Era uma alegria, simples gratuita
Sem maiores comprometimentos,
E andava, assim, passeando comigo
De mãos dadas o tempo todo
E de passos certos com meus passos
E me acompanhou, por muito tempo,
Enquanto, como ela, eu fui simples
E sem maiores comprometimentos.
E, de repente, se apartou de mim.
Como fugidia luz – que vai para longe,
Como estrela cadente de passagem rápida
Como raio de sol, na morredoura tarde,
Como gota de orvalho- sobre areia quente.
Com breve sorriso- em lábios moribundos
Como aceno de mão- na curva da estrada.
E dou-me conta que quando a perdi,
Ando a busca-la
E Quanto mais a busco,
Mais e mais se esconde.
E, às vezes penso que a encontro
É o que mais quero!
Só que por, desgraça, eu não sei aonde…
Pensão Fleck- Andrade Neves 121- POA- 1975)


















