Novas regras do Pix entram em vigor em 2026
O Pix passará por mudanças que prometem transformar a experiência de milhões de brasileiros em 2026.
A partir do próximo ano, entram em vigor novas regras definidas pelo Banco Central que têm como objetivo a segurança contra golpes, tornando obrigatória a adoção do Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) e consolidando o Pix Automático como ferramenta padrão para pagamentos recorrentes entre instituições financeiras.
As mudanças fazem parte de um esforço para fortalecer a confiança no sistema, reduzir prejuízos causados por fraudes e ampliar o uso do Pix como principal meio de pagamento no Brasil — indo muito além das transferências instantâneas.
Principais mudanças
As principais transformações envolvem três pilares:
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Mais segurança contra golpes e fraudes
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Facilidade para pagamentos recorrentes
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Novas funcionalidades em desenvolvimento, como o Pix parcelado
Segundo o Banco Central, o objetivo é modernizar o sistema financeiro sem comprometer a agilidade que tornou o Pix um dos meios de pagamento mais usados do país.
Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) entra em vigor em fevereiro
A mudança mais relevante começa a valer em 2 de fevereiro de 2026, quando passa a ser obrigatória a adoção do Novo Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) por todas as instituições financeiras.
A ferramenta amplia significativamente as chances de recuperar valores transferidos em casos de fraude, golpe ou coerção, um problema que cresceu junto com a popularização do Pix.
Como funcionava o sistema até agora
Antes do MED 2.0, a devolução de valores só era possível se o dinheiro ainda estivesse disponível na conta do golpista no momento do bloqueio.
Na prática, isso dificultava a recuperação, já que criminosos costumam transferir rapidamente os valores para outras contas, pulverizando o dinheiro e burlando os mecanismos de rastreamento.
O que muda com o MED 2.0
Com o novo modelo, o sistema passa a rastrear o caminho do dinheiro, mesmo após múltiplas transferências.
Isso significa que:
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O valor poderá ser rastreado mesmo após passar por várias contas
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Todas as contas envolvidas na movimentação poderão ser bloqueadas preventivamente
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O bloqueio deixa de se limitar à primeira conta que recebeu o Pix
A proposta é impedir a chamada “lavagem rápida”, estratégia comum usada por golpistas para dificultar a recuperação dos valores.
Após a contestação, se a fraude for confirmada, o valor deverá ser devolvido em até 11 dias.
Embora o recurso já exista de forma opcional, a partir de fevereiro de 2026 todas as instituições serão obrigadas a adotar o MED 2.0.
Botão de contestação deve proporcionar mais agilidade contra golpes
Outra inovação importante é o botão de contestação, já disponível nos aplicativos bancários e nos extratos de transações Pix.
Com ele, o próprio usuário pode iniciar o processo de bloqueio sem precisar entrar em contato com o atendimento do banco.
Funcionamento
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O cliente identifica uma transação suspeita
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Aciona o botão de contestação
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O banco bloqueia os valores ainda disponíveis
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A instituição analisa o caso
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Se confirmada a fraude, o valor é devolvido
O Banco Central destaca que o recurso não garante devolução automática, mas aumenta significativamente as chances de recuperação ao reduzir o tempo de resposta.
A solicitação pode ser feita em até 80 dias após a transação, mas quanto mais rápida for a ação, maior a chance de sucesso.
Pix automático passa a ser obrigatório em 2026
Outra mudança importante entra em vigor em 1º de janeiro de 2026: o Pix Automático passa a ser a ferramenta oficial para pagamentos recorrentes entre bancos, conforme a Resolução BCB nº 505/2025.
Com isso, o modelo tradicional de débito automático, que depende de convênios entre empresas e instituições financeiras, começa a ser substituído.
O que é o Pix automático
O Pix Automático permite o pagamento recorrente de serviços como:
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Conta de luz
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Água
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Mensalidades escolares
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Academias
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Planos de saúde
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Serviços de streaming
O cliente autoriza a cobrança uma única vez no aplicativo do banco, definindo regras como valor máximo, periodicidade e prazo.
Operação na prática
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A empresa envia uma solicitação de cobrança
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O cliente analisa e autoriza no app do banco
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Define limites e periodicidade
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Os pagamentos passam a ocorrer automaticamente
O controle permanece totalmente com o cliente, que pode cancelar ou alterar a autorização a qualquer momento.
Diferença entre Pix automático e Pix recorrente
Apesar dos nomes parecidos, há diferenças importantes:
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Pix recorrente: exige que o usuário agende manualmente as transferências
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Pix Automático: a cobrança é enviada pela empresa e executada automaticamente após autorização
A principal vantagem é a redução do risco de atraso ou esquecimento, aumentando a previsibilidade financeira.
Pix parcelado ainda não tem data definida
Previsto inicialmente para setembro de 2025, o Pix parcelado teve sua implementação adiada pelo Banco Central e ainda não possui nova data oficial.
A funcionalidade é considerada estratégica, principalmente por permitir que até 60 milhões de brasileiros sem cartão de crédito possam parcelar compras via Pix.
Como vai funcionar
Quando for lançado, o modelo deve funcionar assim:
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O consumidor solicita o parcelamento ao banco
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A instituição concede crédito e divide o valor
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O lojista recebe o valor integral imediatamente
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O consumidor paga as parcelas ao banco, com juros definidos
Diferentemente do cartão de crédito, o lojista não precisará pagar taxas de antecipação.


















