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Registro de piranha palometa se repete após chuva intensa em Osório

Novo registro da espécie foi feito no arroio que liga à Lagoa dos Barros, repetindo ocorrência de dezembro e reforçando a influência de eventos climáticos extremos na fauna local. Piranha…
piranha palometa

Novo registro da espécie foi feito no arroio que liga à Lagoa dos Barros, repetindo ocorrência de dezembro e reforçando a influência de eventos climáticos extremos na fauna local.

Piranha palometa foi novamente registrada em Osório neste sábado (17), em um arroio que faz ligação direta com a Lagoa dos Barros.

A captura ocorreu em um trecho conhecido como sangradouro, tradicional ponto de pesca da comunidade local, logo após um período de chuvas intensas que elevou o nível das águas na região.

O caso não é isolado e reacende o debate sobre como eventos climáticos extremos estão alterando o comportamento e a distribuição de espécies aquáticas no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.


Onde a piranha palometa foi encontrada em Osório

O peixe foi capturado por um morador em um ponto estratégico do arroio, utilizado com frequência para pesca artesanal.

O local funciona como uma espécie de “corredor natural” entre corpos d’água durante períodos de cheia.

Esse mesmo trecho já havia registrado a presença da palometa em dezembro do ano passado, o que indica um padrão e não um episódio pontual.


Por que a piranha palometa aparece após períodos de chuva

Conexões temporárias entre rios e lagoas

Especialistas explicam que chuvas intensas elevam o nível da água, criando conexões provisórias entre arroios, lagoas e outros cursos d’água. Essas ligações facilitam o deslocamento de espécies que normalmente não estariam presentes naquele ambiente.

No caso da Lagoa dos Barros, a elevação do nível permite que peixes predadores, como a palometa, avancem por canais e sangradouros.

Repetição do fenômeno chama atenção

A recorrência do registro no mesmo ponto e em períodos semelhantes do ano reforça a relação direta entre clima extremo e movimentação da fauna aquática.


A piranha palometa oferece risco às pessoas?

Apesar do nome popular causar apreensão, a piranha palometa não representa risco direto à população.

Não há registros de ataques a banhistas ou pescadores na região relacionados a essa espécie.

No entanto, o alerta não é sobre segurança humana, e sim ambiental.


Impactos ambientais da presença da palometa

Por ser um peixe predador e piscívoro, a palometa pode interferir no equilíbrio do ecossistema local se sua presença se tornar frequente.

Possíveis consequências incluem:

  • Redução de populações de peixes nativos menores

  • Alteração da cadeia alimentar local

  • Pressão sobre espécies que não evoluíram com esse predador

Esses impactos tendem a ser mais significativos em ambientes fechados, como lagoas e arroios, onde o espaço e os recursos são limitados.


Monitoramento ambiental após eventos extremos

O novo registro reforça a importância do monitoramento contínuo da fauna, especialmente após episódios de chuva intensa e cheias.

Com a intensificação de eventos climáticos extremos, situações antes consideradas raras tendem a se tornar mais comuns, exigindo acompanhamento técnico e ações preventivas para preservação dos ecossistemas do Litoral Norte.


Em resumo

A piranha palometa é perigosa?
Não. A espécie não oferece risco direto às pessoas.

Por que ela aparece após chuvas fortes?
A elevação do nível da água cria conexões temporárias entre arroios e lagoas, facilitando o deslocamento.

Qual é o principal alerta?
O impacto ambiental e a necessidade de monitoramento após eventos climáticos extremos.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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