O Presidente da Fundação Theatro São Pedro, Antonio Hohlfeldt, conta que vem esbarrando na secretaria de Planejamento para aumentar a estrutura de pessoal.
A Fundação Theatro São Pedro anunciou a suspensão da assinatura de novos contratos do Multipalco para 2026. A medida, na prática, faz com que o espaço não receba programação já a partir de janeiro de 2026.
A justificativa para a decisão, conforme Antonio Hohlfeldt é em razão da falta de pessoal, cuja quantidade se manteve, apesar da estrutura ter aumentado consideravelmente, com a conclusão das obras no Multipalco, que abriga mais dois palcos, além do icônico do Theatro São Pedro. Além disso, falta diálogo com a Secretaria de Planejamento (Que novidade!!!) para resolver o impasse.
De acordo com Hohlfeldt, já existe um projeto de lei pronto para adequar a questão de pessoal que atua na fundação, de modo a viabilizar o espaço. No entanto, para valer em 2026, o texto precisa ser enviado nos ainda neste ano de 2025 à Assembleia Legislativa.
Em entrevista por texto a Luís Augusto Fischer, o presidente da FTSP explica que já tentava uma solução há semanas, porém sem respostas e conta sobre a rotina e o panorama do Multipalco. Em tom de desabafo, questiona:
“A cultura vale menos?”
Reza a lenda, que no fechamento (Por outros intermináveis onze anos?) para reformas do Theatro está igualmente incluída no plano do governo Leite a substituição das atuais pela instalação de novas poltronas com design moderno e antichama.
Faz-se, para tanto, a necessidade de serem aterrados o design e a estrutura das atuais?
Nestes trevosos tempos em que a ética e a moral há muito foram para o lixão, o que o cinismo, o descaso e a demagogia dos (des)governantes e “pralamentares” das esferas municipais, estaduais e federal sequer abraçam o “Panem et Circenses” (Pão e Circo), expressão latina que se refere à prática de governantes de manter a população satisfeita e distraída com comida e entretenimento para evitar revoltas e críticas.
“Licenciei-me” temporariamente do período sabático a que me impusera para postar este agravo ao crime de lesa Cultura, ou de Dano ao Patrimônio Cultural (Art. 165 – Código Penal) – perpetrado por Eduardo Leite e seus sicários conuluiados — na esperança de que chegue às mãos do Deputado Estadual Leonel Radde.
Leonel é filho de Ronald Radde, dramaturgo, profissional do teatro que teve importante trabalho na formação de novas plateias e em entidades de classe. Radde foi o fundador do Teatro Novo, companhia de trajetória surpreendentemente longeva para os padrões nacionais – 48 anos, até sua morte em 2016.
Ronald se desfez de todo o patrimônio pessoal para, em 2001, construir o Teatro Novo DC – Sala Carmen Silva -, localizado no DC Shopping.
Quem sabe, em preito à memoria de seu valoroso e combativo pai, Leonel Radde alevante a bandeira e se insurja contra os desmandos do Governador contra o quase bicentenário palco da cultura das artes cênicas, da música e da dança desta Província de São Pedro?



















