Seis pinguins mortos na Praia do Cassino, no Litoral Sul, foram encontrados na tarde de quinta-feira (14) nas proximidades dos Molhes da Barra.
As aves pertencem à espécie pinguim-de-magalhães, comum na costa gaúcha durante o inverno.
Especialistas afirmam que é relativamente frequente encontrar esses animais encalhados nesta época do ano, muitas vezes debilitados ou mortos devido à exaustão ou falta de alimento durante a migração.
Migração dos pinguins-de-Magalhães: risco e exaustão
O oceanógrafo Lauro Barcellos, diretor do Museu Oceanográfico e do Centro de Convívio dos Meninos do Mar, explicou que o fenômeno é comum:
“Os pinguins fazem migrações anuais, principalmente após a reprodução. Durante o trajeto em busca de alimento, muitos jovens se perdem do grupo. Quando chegam aqui, muitos estão exaustos, pesando cerca de um quilo, enquanto o normal é cinco quilos”, detalhou Barcellos.
Esses animais se reproduzem na Patagônia e migram para o sul e sudeste do Brasil no inverno.
Centros de recuperação e cuidados com pinguins vivos
Quando encontrados com vida, os pinguins são levados ao Centro de Recuperação de Animais Marinhos (Cram).
Lá, recebem tratamento especializado até que estejam aptos a retornar ao mar.
A recuperação é fundamental para a preservação da espécie e para minimizar perdas durante o inverno, quando as aves enfrentam maior dificuldade alimentar.
No caso dos animais mortos, a responsabilidade de recolhimento recai sobre as prefeituras locais.
Equipes da Secretaria de Município do Cassino iniciaram, na manhã de sexta-feira (15), a retirada das aves da orla, garantindo segurança ambiental e higiene no local.


















