“Não acreditamos na estatização nem no monopólio pelo Estado da educação em nosso país. Isso seria injusto”, disse Piñera, lembrando que pobres e ricos pagariam os mesmos valores, o que, na sua opinião, não é o correto. Piñera acrescentou que a liberdade prevê o direito às diferenças no setor educacional, mantendo de forma paralela o ensino público com o privado.
Segundo o presidente, o desafio do governo e da sociedade do Chile é promover mudanças no sistema educacional por meio de projetos pluralistas, sem o intuito da padronização. Há cerca de três meses, estudantes lideram manifestações em todo o país reivindicando garantias de ensino superior gratuito e mais investimentos em educação.
Em Brasília, ontem (31), a líder dos estudantes do Chile, Camila Vallejo, participou de vários protestos. Havia a previsão de ela se reunir com a presidenta Dilma Rousseff, mas o encontro não ocorreu. A chilena acabou conversando com a ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário.
No próximo sábado (3), Piñera se reúne com os estudantes na tentativa de encerrar o período de impasse. No entanto, o clima de tensão permanece. Os estudantes reclamam das propostas oferecidas pelo governo. Até o momento, foram apresentadas três propostas.



















