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Pesca ilegal do camarão resulta em apreensão de redes e crustáceos

Pesca ilegal do camarão Pesca ilegal do camarão voltou a ser combatida com rigor no Litoral Sul do Rio Grande do Sul. Uma operação da Polícia Ambiental realizada na terça-feira…
Pesca ilegal do camarão resulta em apreensão de redes e crustáceos
Foto: Pesca ilegal do camarão resulta em apreensão de redes e crustáceos

Pesca ilegal do camarão

Pesca ilegal do camarão voltou a ser combatida com rigor no Litoral Sul do Rio Grande do Sul.

Uma operação da Polícia Ambiental realizada na terça-feira (30) resultou na apreensão de cerca de 2.600 metros de redes de pesca irregulares, além de 48 baterias e aproximadamente 35 quilos de camarão capturados fora do período autorizado na Lagoa dos Patos, no município de Rio Grande.

A ação integra uma série de fiscalizações intensificadas com o objetivo de coibir a atividade clandestina, que ameaça o equilíbrio ambiental e compromete a sustentabilidade da pesca artesanal legalizada na região.

🚨 Fiscalização aquática identifica redes clandestinas na orla de Rio Grande

Durante patrulhamento aquático, os agentes da Polícia Ambiental localizaram diversas redes do tipo “saco”, método proibido fora da safra e amplamente utilizado na pesca predatória do camarão.

Os equipamentos estavam distribuídos em pontos estratégicos da orla da Henrique Pancada e do bairro Bosque Silveira, áreas conhecidas pela intensa atividade pesqueira. As redes foram recolhidas junto com as baterias utilizadas para sinalização e manutenção do material ilegal.

🦐 Camarões capturados ilegalmente foram devolvidos à Lagoa dos Patos

Segundo a Polícia Ambiental, os 35 quilos de camarão apreendidos ainda apresentavam condições de sobrevivência e, por isso, foram devolvidos à Lagoa dos Patos, seguindo protocolos ambientais para minimizar os impactos da pesca ilegal.

A devolução é uma prática adotada sempre que possível, especialmente fora do período da safra, quando os crustáceos ainda estão em fase de desenvolvimento e reprodução.

Apesar da grande quantidade de material recolhido, ninguém foi preso durante a operação, já que os responsáveis pelas redes não foram localizados no momento da fiscalização.

🌱 Pesca ilegal do camarão ameaça o equilíbrio ambiental

De acordo com especialistas ambientais, a pesca ilegal do camarão fora do período permitido compromete diretamente o ciclo reprodutivo da espécie, reduzindo a oferta futura do crustáceo e prejudicando milhares de pescadores que dependem da atividade regularizada.

A prática predatória também afeta toda a cadeia ecológica da Lagoa dos Patos, considerada uma das maiores lagunas da América Latina e fundamental para a biodiversidade do Litoral Sul gaúcho.

⚖️ O que diz a lei sobre a pesca do camarão?

Conforme a legislação ambiental vigente, a captura do camarão é permitida exclusivamente entre 1º de fevereiro e 31 de maio, período conhecido como safra oficial.

Fora desse intervalo, a pesca é proibida porque os camarões ainda não atingiram o desenvolvimento adequado para a captura, o que pode gerar impactos severos na quantidade disponível durante a safra seguinte.

A infração pode resultar em multas ambientais, apreensão de equipamentos e até responsabilização criminal, dependendo da gravidade do caso.

🎣 Safra legal movimenta milhares de pescadores no RS

Segundo dados da Colônia de Pescadores Z-1, cerca de cinco mil pescadores estão credenciados para atuar legalmente na captura do camarão durante o período da safra na região de Rio Grande e entorno da Lagoa dos Patos.

As entidades representativas reforçam que o combate à pesca ilegal é essencial para garantir renda, segurança jurídica e sustentabilidade aos trabalhadores que respeitam a legislação ambiental.

🔍 Operações devem continuar no Litoral Sul

A Polícia Ambiental informou que as fiscalizações seguirão de forma intensificada nos próximos meses, tanto por terra quanto por água, com foco na prevenção de crimes ambientais, na proteção dos recursos naturais e no apoio à pesca sustentável.

Denúncias de pesca ilegal podem ser feitas de forma anônima aos órgãos ambientais e ajudam a direcionar novas ações de combate à atividade clandestina.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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