Pesca do bagre-marinho: importância econômica e cultural
Nesta quarta-feira (15), o município participou de uma reunião com a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA), intermediada pelo deputado estadual Luciano Silveira (MDB), para tratar sobre a pesca do bagre-marinho.
De acordo com os estudos apresentados, incluindo os resultados do Projeto MOPERT realizados entre 2019 e 2024, a pesca do bagre-marinho pode ser conduzida de forma controlada e sustentável, com estabilidade da biomassa local e possibilidade de manejo responsável.
Participantes e comprometimento do município
O encontro contou com a presença do prefeito Ique Vedovato, do secretário municipal de Pesca, Giovani Pereira, do secretário municipal de Meio Ambiente, Proteção Animal e Agricultura, Gilcimar Amando, e do assessor executivo Rodrigo Pereda.
“Estimativas apontam que a pesca do bagre-marinho gera cerca de R$ 5 milhões por ano em nossa região, entre receita direta da venda do peixe e os efeitos indiretos no comércio local, turismo e restaurantes. Interromper essa atividade, sem alternativas, seria devastador para a economia local”, afirmou Vedovato.
O secretário Giovani Pereira reforçou que a continuidade do monitoramento “é uma questão de subsistência e dignidade para centenas de famílias que vivem da pesca artesanal”.
Sustentabilidade e cooperação com o Estado
Gilcimar Amando destacou que “os estudos mostram que é possível conciliar a conservação com a atividade pesqueira. Trabalhamos para formalizar um Termo de Cooperação com o Estado, que fortaleça as políticas públicas e ampare a revisão do decreto estadual”.
A expectativa do município é que a SEMA e o Governo do Estado considerem a manifestação nos autos da ação judicial junto à 9ª Vara Federal Ambiental de Porto Alegre, permitindo a continuidade do monitoramento nos moldes atuais.
O município reafirma seu compromisso em manter o acompanhamento pesqueiro por, no mínimo, 18 meses, garantindo sustentabilidade e segurança para a atividade.
Impactos econômicos e sociais
A pesca do bagre-marinho não é apenas uma fonte de alimento, mas um motor econômico significativo para Imbé e Tramandaí.
Entre os benefícios diretos estão a geração de empregos na pesca artesanal e nas vendas do produto; indiretamente, movimenta comércio, turismo, bares e restaurantes da região.


















