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Parentes de vítimas da TAM assistem à reconstituição

Mais de um ano após o acidente com o vôo 3054 da TAM, ocorrido em julho de 2007, parentes das vítimas assistiram hoje (16), em Brasília, a uma reconstituição dos…

Mais de um ano após o acidente com o vôo 3054 da TAM, ocorrido em julho de 2007, parentes das vítimas assistiram hoje (16), em Brasília, a uma reconstituição dos minutos finais da trajetória do Airbus A320. O trabalho foi preparado em computador por técnicos do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), com base nos registros resgatados da caixa-preta da aeronave.

Segundo o presidente da Associação dos Familiares e Amigos das Vítimas do Vôo JJ3054 (Afavitam), Dario Scott, embora algumas pessoas da entidade já tivessem tido acesso à reconstituição, esta foi a primeira oportunidade para que todo o grupo conhecesse o trabalho.

Reunidos com o chefe do Cenipa, brigadeiro Jorge Kersul Filho, e com o presidente da Comissão de Investigação de Acidente Aeronáutico do órgão, coronel Fernando Silva Alves de Camargo, as cem pessoas que compunham o grupo receberam informações sobre o andamento das investigações a cargo do órgão. Esta foi a primeira reunião da associação realizada em Brasília, embora alguns familiares tenham se encontrado com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, em fevereiro deste ano.

De acordo com Scott, pelo áudio apresentado hoje é possível concluir que até o momento do pouso, no Aeroporto de Congonhas (SP), o vôo transcorreu normalmente. “Eu diria que os pilotos foram surpreendidos por não terem conseguido parar a aeronave. E, pelo que vimos, eles tentaram fazer de tudo para pará-la”.

“É uma coisa muito impactante para os familiares, mas trouxe alguns pontos novos [dúvidas] que estamos levando para a reunião com a Polícia Civil, agendada para esta tarde”, afirmou Scott, para quem a conversa com o delegado Antônio Carlos de Menezes Barbosa, responsável pelo inquérito policial sobre o acidente, e com o perito do Instituto de Criminalística de São Paulo, Antônio Nogueira, servirá para elucidar dúvidas que surgiram com a apresentação do trabalho do Cenipa.

“Até agora, na investigação do Cenipa, não há uma definição sobre a posição dos manetes. Existe uma gravação em que o computador [de bordo] define como se o manete não tivesse sido mexido e, mesmo assim, ele acelera o motor”, comentou Scott.

Scott, que perdeu uma filha de 14 anos no acidente, acredita que ainda não é possível concluir o que teria ocasionado o acidente em que morreram 199 pessoas. Para ele, as autoridades ainda estão montando o “quebra-cabeça” e nenhum dos fatores apontados ao longo do tempo deve ser descartado. “Eu diria que não há um fator que tenha contribuído mais ou menos para o acidente. É toda uma cadeia de fatos contribuintes”.

Ainda que o Cenipa não tenha data para a conclusão final de sua investigação, Scott diz que a expectativa é de que o órgão encerre seu trabalho até o final deste ano. A investigação do Cenipa, no entanto, visa identificar as causas da tragédia para, assim, apresentar recomendações que contribuam para evitar novas ocorrências. A apuração dos responsáveis cabe à Polícia Civil e ao Ministério Público.

Após deixar o Cenipa, os parentes seguiram para o Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, onde fizeram uma manifestação. Após percorrerem todo o saguão de check-in pedindo justiça e convocando as pessoas a exigir das autoridades do setor aéreo e das empresas mais atenção à segurança dos vôos, eles se reuniram em frente ao guichê da TAM, onde fizeram um minuto de silêncio, anunciado pelos alto-falantes do aeroporto.

Além do encontro com as autoridades policiais, a associação ainda vai realizar em Brasília um ato ecumênico no Templo da Boa Vontade, às 20 horas.

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