Canoas foi alvo das ações
Pai, avô e padrasto: agressores eram os próprios familiares
No total, sete vítimas foram identificadas, em situação de extrema vulnerabilidade, com o agressor sendo uma figura de autoridade e confiança dentro do núcleo familiar.
A complexidade dos casos se mostrou evidente em uma das investigações, onde a polícia descobriu que um pai violentava a própria filha com o total conhecimento e consentimento da mãe da criança, que ocultava o crime.
A denúncia só foi possível com a ajuda da meia-irmã da vítima, que também era uma das agredidas pelo mesmo homem e reuniu a coragem necessária para quebrar o silêncio
Detalhes das prisões
As cinco prisões foram efetuadas de forma coordenada: quatro suspeitos foram detidos nos bairros de Guajuviras, Mato Grande e Fátima, em Canoas, enquanto o quinto foi encontrado e preso no Rio de Janeiro, evidenciando o alcance da ação policial.
Além das prisões, a operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão, coletando materiais que servirão como evidências para os processos judiciais.
O delegado Cristiano Reschke, que comanda a 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, ressaltou a importância da operação para a sociedade. “A prisão destes indivíduos vem libertar aquilo que nós temos de mais valioso, a infância e o desenvolvimento sadio das nossas crianças e adolescentes”, afirmou.
Ele enfatizou que os suspeitos serão indiciados por crimes de estupro de vulnerável, com penas que podem variar entre 8 e 15 anos de reclusão, além de outros delitos correlatos.



















