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Pai, avô e padrasto são presos por abusos no RS; mãe acobertava crime

Pai, avô e padrasto: cinco pessoas foram presas em uma operação da Polícia Civil, batizada de Operação Vozes da Inocência, deflagrada nesta sexta-feira (29) no Rio Grande do Sul e…
Corpo, Violência no campo
Pai, avô e padrasto: cinco pessoas foram presas em uma operação da Polícia Civil, batizada de Operação Vozes da Inocência, deflagrada nesta sexta-feira (29) no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro.

Canoas foi alvo das ações

Os alvos são suspeitos de praticar crimes sexuais contra crianças e adolescentes em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
As vítimas, com idades entre 7 e 14 anos, eram agredidas por familiares, como pai, avô e padrasto, em um cenário de violência e violação de direitos.

Pai, avô e padrasto: agressores eram os próprios familiares

No total, sete vítimas foram identificadas, em situação de extrema vulnerabilidade, com o agressor sendo uma figura de autoridade e confiança dentro do núcleo familiar.

A complexidade dos casos se mostrou evidente em uma das investigações, onde a polícia descobriu que um pai violentava a própria filha com o total conhecimento e consentimento da mãe da criança, que ocultava o crime.

A denúncia só foi possível com a ajuda da meia-irmã da vítima, que também era uma das agredidas pelo mesmo homem e reuniu a coragem necessária para quebrar o silêncio

Detalhes das prisões

As cinco prisões foram efetuadas de forma coordenada: quatro suspeitos foram detidos nos bairros de Guajuviras, Mato Grande e Fátima, em Canoas, enquanto o quinto foi encontrado e preso no Rio de Janeiro, evidenciando o alcance da ação policial.

Além das prisões, a operação cumpriu seis mandados de busca e apreensão, coletando materiais que servirão como evidências para os processos judiciais.

O delegado Cristiano Reschke, que comanda a 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, ressaltou a importância da operação para a sociedade. “A prisão destes indivíduos vem libertar aquilo que nós temos de mais valioso, a infância e o desenvolvimento sadio das nossas crianças e adolescentes”, afirmou.

Ele enfatizou que os suspeitos serão indiciados por crimes de estupro de vulnerável, com penas que podem variar entre 8 e 15 anos de reclusão, além de outros delitos correlatos.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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