A descoberta de uma ossada humana em Capão da Canoa, na manhã desta sexta-feira (1º), pode trazer respostas para um caso de desaparecimento registrado há quase três anos no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
Os restos mortais foram localizados na faixa de areia da Praia do Barco por pessoas que caminhavam pelo local, por volta das 10h.
Segundo relatos de testemunhas, parte da ossada estava exposta, o que motivou o chamado à polícia.
A Brigada Militar foi acionada e rapidamente isolou a área, enquanto peritos criminais confirmaram que se tratava de restos humanos.
Documento encontrado junto à ossada indica identidade da vítima
A Polícia Civil de Capão da Canoa, responsável pela investigação, divulgou que junto aos restos mortais foi encontrado um documento de identidade, que pode pertencer a um homem de 40 anos, desaparecido desde agosto de 2022.
A identidade oficial, no entanto, ainda depende da confirmação por exames de DNA.
Local pode ter relação com investigações anteriores de duplo homicídio
A área da Praia do Barco já havia sido alvo de escavações pela polícia em 2023, durante uma investigação relacionada a um duplo homicídio.
Na ocasião, denúncias apontavam que uma das vítimas estaria enterrada naquela faixa de areia, mas os agentes não encontraram nenhum corpo durante a operação.
A descoberta atual reacende a suspeita de que o local tenha sido utilizado para ocultação de cadáveres.
Outra vítima foi encontrada em 2023 enterrada em local próximo
No dia 28 de fevereiro de 2023, policiais civis encontraram o corpo da outra vítima do mesmo caso.
Marcelo dos Santos Maciel foi achado enterrado na Estrada da Laguna, no bairro Arroio Teixeira, também em Capão da Canoa. Ele também estava desaparecido desde 2022.
Três suspeitos foram presos pelos crimes de homicídio, tortura e ocultação de cadáver
Na época das primeiras investigações, a Polícia Civil prendeu três homens suspeitos de envolvimento direto nos crimes.
Os indivíduos foram indiciados por homicídio qualificado, tortura e ocultação de cadáver.
A localização da nova ossada pode fortalecer a tese da polícia sobre execuções ligadas a acerto de contas, ainda que a motivação exata siga sendo apurada.
Análises periciais serão determinantes para a conclusão do caso
Agora, os exames forenses realizados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) deverão apontar a causa da morte, o tempo em que a vítima esteve enterrada e confirmar a identidade através de análises odontológicas e de DNA.
A Polícia Civil seguirá investigando o caso como parte do inquérito em andamento sobre o duplo homicídio de 2022.


















