Osório é alvo de operação por morte de jovem executado a tiros em Canoas: a Polícia Civil deflagrou, na manhã de quinta-feira (10), a operação Rapta, que visa elucidar o sequestro em Canoas e o assassinato de Leonardo Machado de Menezes, de apenas 20 anos.
O jovem, recém-integrado à Força Aérea Brasileira (FAB) e sem antecedentes criminais, foi raptado e executado com mais de 20 tiros.
Seu corpo foi localizado em uma área deserta de Sapucaia do Sul, na madrugada de 25 de fevereiro deste ano.
Osório é alvo de operação da Polícia Civil
A ação cumpriu 16 ordens judiciais — sendo seis mandados de prisão temporária e 10 de busca e apreensão — nas cidades de Canoas, Porto Alegre, Viamão, Charqueadas e Osório.
Entre os oito investigados, dois foram presos durante a operação, dois já estavam detidos anteriormente (incluindo a namorada da vítima) e três se encontram recolhidos por outros inquéritos.
Um dos suspeitos segue foragido.
Os nomes dos investigados não foi divulgado pela Polícia Civil.
A investigação conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul aponta que Leonardo, apesar de não estar envolvido diretamente com atividades ilícitas, convivia com amigos ligados a uma facção criminosa.
Seu comportamento nas redes sociais, onde ostentava dinheiro e fazia piadas sobre o tráfico, gerou desconfiança em grupos rivais.
A Polícia acredita que ele foi sequestrado para fornecer informações sobre membros da facção oposta.
— Ele era visto como uma pessoa tranquila, sem inimigos, mas mantinha amizades de longa data com indivíduos do tráfico.
Isso, somado à sua exposição online, levou os criminosos a acreditar que ele tinha envolvimento direto — explica o delegado Cristiano Reschke, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (DPRM).
As investigações revelaram ainda que Leonardo mantinha relações com mulheres ligadas a diferentes facções.
No dia do crime, ele teria marcado um encontro com a namorada, que, segundo a polícia, foi usada como “isca” para levá-lo até a emboscada.
Câmeras de segurança mostram o momento em que ela chega com os sequestradores na casa do jovem.
Leonardo foi então rendido e colocado no porta-malas de um Fiat Argo com placas clonadas.
O carro foi encontrado posteriormente em um condomínio de Canoas, considerado reduto da facção criminosa.
Respingos de sangue e um chinelo compatível com o de um dos criminosos foram achados no porta-malas.
O veículo pertencia a um apenado monitorado por tornozeleira eletrônica, com passagens por diversos crimes como roubo, furto, ameaça, lesão corporal e adulteração de sinal veicular.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o Fiat Argo foi estacionado no condomínio, com três indivíduos examinando a parte traseira com lanternas e tirando fotos, demonstrando preocupação com vestígios deixados no automóvel.
A perícia constatou que Leonardo sofreu múltiplas agressões e foi alvejado por mais de 20 disparos de pistola.
O corpo foi abandonado na Rua São Miguel, próximo à RS-118.
Em depoimento, a namorada da vítima admitiu estar no vídeo do sequestro, mas alegou ter sido coagida pelos autores, entre eles o ex-namorado.
Ela contou que os criminosos mantinham uma videochamada com comparsas durante o rapto, interrogando Leonardo sobre membros da facção rival.



















