Operação prende empresário por rifas ilegais no RS
A operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta quinta-feira (30) resultou na prisão preventiva de um empresário de Ijuí, no Noroeste do Rio Grande do Sul, suspeito de envolvimento em lavagem de dinheiro, rifas clandestinas e possíveis fraudes em sorteios virtuais.
A investigação, conduzida pela Delegacia de Polícia Federal de Santo Ângelo, mira um esquema que teria movimentado valores expressivos e beneficiado pessoas próximas ao investigado.
Além da prisão, a ação bloqueou milhões em contas bancárias e apreendeu veículos de luxo ligados ao suspeito, reforçando a gravidade das acusações e ampliando o alcance das apurações.
✅ Apreensões incluem Camaro e camionete RAM registrados em nomes de terceiros
Durante o cumprimento de três mandados de busca e apreensão — um em Ijuí e dois em Chapecó, Santa Catarina — os agentes encontraram dois veículos de alto valor: uma camionete RAM e um Chevrolet Camaro.
Embora ambos estivessem em posse do empresário, a PF constatou que os automóveis estavam registrados em nomes de terceiros, o que pode caracterizar tentativa de ocultação patrimonial.
Além dos veículos, foram apreendidos celulares que podem conter provas sobre o funcionamento da suposta organização responsável pelas rifas ilegais.
✅ Bloqueio de mais de R$ 4 milhões nas contas do empresário
A determinação judicial partiu da Vara Criminal Especializada em Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro, que autorizou o bloqueio de R$ 4 milhões das contas bancárias do empresário de Ijuí.
Segundo a Polícia Federal, o valor é compatível com a suspeita de movimentações financeiras atípicas e incompatíveis com a renda declarada.
Outro investigado, residente em Chapecó, teve R$ 300 mil bloqueados. As duas ordens fazem parte do conjunto de medidas cautelares que buscam impedir a dissipação de bens e garantir eventual ressarcimento a vítimas.
✅ Denúncias apontaram supostas fraudes nos sorteios
As investigações tiveram início após denúncias indicando que o empresário estaria promovendo rifas virtuais sem autorização legal.
Os relatos afirmavam que:
-
Os sorteios eram manipulados
-
Os ganhadores seriam pessoas próximas ao investigado
-
Prêmios supostamente nunca eram entregues a participantes reais
Com base nos indícios, a Polícia Federal ampliou o monitoramento e identificou suspeitas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e participação de terceiros no esquema.
O empresário foi levado à delegacia e será encaminhado ao Presídio de Santo Ângelo, onde ficará à disposição da Justiça.
✅ PF orienta vítimas a procurarem a delegacia em Santo Ângelo
A Polícia Federal divulgou um alerta a possíveis vítimas das rifas clandestinas, pedindo que procurem presencialmente a Delegacia da PF em Santo Ângelo para registrar queixas e contribuir com a investigação.
O depoimento de participantes lesados pode ajudar a esclarecer como funcionava o suposto esquema fraudulento e fortalecer a denúncia.
✅ Como funcionam as rifas ilegais e por que elas são alvo de operações
Rifas virtuais cresceram nos últimos anos, mas muitas delas operam sem regulamentação, abrindo espaço para:
-
Lavagem de dinheiro
-
Fraudes nos resultados
-
Falsa entrega de prêmios
-
Ocultação de bens em nome de terceiros
A operação reforça a atuação da PF contra atividades que envolvem crimes financeiros e organização criminosa, dando resposta a denúncias crescentes na região Sul.



















