Dr. Sander Fridman. Atende em Osório e Porto Alegre. Ligue 51 3663 2755
A depressão caracteriza-se por tristeza excessiva, em relação ao contexto, à intensidade ou à duração, apresentando isolamento social, apatia, prostração, inibição, lentidão dos gestos e dos pensamentos, emotividade exagerada; perda de apetite, de sono e de disposição para diversão ou pequenos prazeres; comumente apresenta pensamentos pessimistas ou muito negativos, inclusive de morte, com desejo de desistir ou morrer, que acompanham sentimentos de desesperança, desinteresse geral, desatenção e esquecimentos, e dificuldades para o trabalho e para os relacionamentos.
Os sintomas, neste caso, não se acompanham de grandes perdas, ou são exagerados em relação ao que possa ter acontecido.
Estes sintomas foram descritos em textos Babilônicos há mais de 3500 anos, e designados, há mais de 2500 anos, como Melancolia por Hipócrates (a doença da “bile negra”, atribuída a um mal funcionamento do organismo), descrita no teatro grego como decorrente da experiência do trágico, do existencial, das peças aplicadas pelos deuses nas pretensões dos mortais, aqui reproduzindo o ensinamento babilônico da origem divina dos sintomas.
Mais recentemente, entendeu-se que a depressão pode-se apresentar do modo típico ou melancólico, como o acima descrito.; o atípico, com apetite excessivo e aumento de peso, inquietude ansiosa, sono excessivo, ao contrário do tipo anterior; e o mixto maníaco-depressivo, com grande energia para fazer muitas coisas ao
mesmo tempo, para interagir com muitas pessoas, impulsividade, exaltação, às vezes com gastos excessivo ou hipersexualidade, grande pressão para falar, sendo interrompido/a somente com dificuldade, mas mesmo assim tendo muitos pensamentos negativos, tristes, idéias de perdas, de morte, desejo de morrer, e
facilidade para trocar de humor, entre uma alegria superficial vibrante e uma profunda e desesperançada tristeza, surpreendendo, comumente as pessoas com atitudes extremas, sendo justamente este tipo, por tudo isso, os quadros mais perigosas, e menos reconhecidos.
As depressões podem se acompanhar de sintomas que lembram a esquizofrenia, como por exemplo ouvir vozes, ver coisas, acreditar em absurdos com convicção, em especial, ter uma convicção totalmente equivocada, por exemplo, que tem um cancer que não lhe querem dizer, que está arruinado financeiramente, que seu cônjuge lhe trai ou não mais lhe ama está prestes a abandonar-lhe – o que igualmente aumenta muito os riscos trágicos do quadro, para o paciente e até para
sua família!
As causas comumente não são identificadas, sendo os sintomas tratados mesmo assim. Embora em geral algum benefício possa ser obtido com os vários tratamentos disponíveis, a melhora suficiente para afastar os riscos e devolver o prazer de viver exige comumente grande conhecimento especializado e habilidades na avaliação e na integração de diferentes tipos de recursos psicológicos, sociais, medicamentosos, integrativos (nutracêuticos, metabólicos, estilo de vida), e, não raro, inclusive, legais.
* Dr. Sander Fridman é Doutor em Psiquiatria. Foi Diretor Científico do Serviço de Doenças Afetivas da Santa Casa de Porto Alegre, Responsável pelo Serviço de Tratamento das Depressões do Centro Médico Adventista Silvestre de Botafogo/RJ, Diretor de Normas do Associação Brasileira de Estimulação Magnética Transcraniana, Diretor do Instituto de Terapias Biológicas – Clínica de Eletroconvulsoterapia.



















