O JUÍZO DA HISTÓRIA
A história, que não se deixa enganar por discursos de ocasião nem por narrativas forjadas pelo medo, julgará com severidade os totalitaristas que transformam a autoridade — concebida para servir ao bem comum — em instrumento de opressão, vaidade e crueldade.
Esses personagens, ao confundirem poder com licença para humilhar, punir e silenciar, expõem não força, mas a pequenez moral de suas índoles maldosas e injustas.
O tempo é implacável com aqueles que exercem o poder pelo terror: os títulos caem, os símbolos se desfazem e as estátuas ruem, restando apenas o registro de suas arbitrariedades, das vidas feridas e das liberdades esmagadas.
A história não absolve quem exerce a autoridade contra a dignidade humana; ao contrário, inscreve seus nomes no rol daqueles que traíram a própria função que lhes foi confiada e deixaram como legado a dor, o atraso e a vergonha.
Enquanto os povos oprimidos são lembrados por sua resistência e esperança, os totalitaristas são lembrados como advertência permanente de até onde pode chegar a injustiça quando o poder se divorcia da ética e da humanidade.


















