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Mulher quase perde dedo e passa por 4 cirurgias após fazer as unhas

Mulher quase perde dedo e passa por 4 cirurgias após fazer as unhas: uma simples visita ao salão de beleza se tornou uma tragédia para uma idosa de 66 anos…
Mulher quase perde dedo e passa por 4 cirurgias após fazer as unhas
Foto: Mulher quase perde dedo e passa por 4 cirurgias após fazer as unhas

Mulher quase perde dedo e passa por 4 cirurgias após fazer as unhas: uma simples visita ao salão de beleza se tornou uma tragédia para uma idosa de 66 anos de Goiás.

Foram quatro cirurgias, mais de 68 sessões de fisioterapia e risco real de perder o polegar.

Complicações graves levaram ao dedo necrosado após fazer as unhas e exigiram múltiplas cirurgias e tratamento prolongado.

A mulher procurou um salão para fazer as unhas antes de viajar para um casamento, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM).

Era a primeira vez que frequentava o estabelecimento e, como muitos clientes, não levou seus próprios materiais.

Mesmo sem retirar a cutícula, uma lesão acidental durante o lixamento provocou um pequeno machucado que, em poucos dias, se transformou em algo devastador.

Inicialmente, o desconforto parecia leve, um simples ardor.

No entanto, a dor rapidamente se intensificou, acompanhada por inchaço severo.

Após ser atendida na emergência e medicada com antibióticos, a infecção evoluiu para um quadro grave de paroníquia, exigindo intervenção cirúrgica urgente.

A primeira cirurgia não foi suficiente.

Com o avanço da necrose, foram necessárias outras duas cirurgias para remoção do tecido morto — processo chamado de desbridamento — e ainda um enxerto.

Apesar dos esforços médicos, a paciente perdeu parte da mobilidade do polegar, sofre de dormência e hipersensibilidade ao tocar objetos.

A quinta cirurgia, já marcada, tentará recuperar parte da estética e da funcionalidade do dedo comprometido.

Paroníquia: a infecção que pode custar um dedo

A paroníquia é uma inflamação causada por fungos ou bactérias e que tem se tornado cada vez mais comum com o uso de unhas em gel e materiais não esterilizados.

Além dos salões, o problema pode surgir ao roer unhas ou arrancar peles ao redor dos dedos.

Nos casos mais leves, a infecção é tratada com antibióticos e compressas quentes.

Porém, em situações mais graves, como neste caso, pode evoluir para abscessos profundos, necrose, necessidade de cirurgia e até perda do dedo.

A situação se agrava em pessoas com baixa imunidade, como pacientes com diabetes ou que atrasam o início do tratamento.

Mulher tem dedo necrosado após fazer as unhas: entenda como se proteger de infecções

O presidente da SBCM, Rui Barros, enfatiza que a prevenção é o melhor caminho.

O ideal é utilizar instrumentos esterilizados e, se possível, de uso pessoal.

Evitar ferimentos durante o procedimento também é essencial, pois qualquer corte compromete a barreira natural de proteção da pele.

Além disso, manter as mãos limpas e higienizadas reduz drasticamente o risco de contaminações que podem resultar em quadros graves como o da paciente de Goiás.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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