Mulher presa em Imbé por torturar bebê de 35 dias e enviar vídeos ao pai
Uma mulher foi presa em flagrante por torturar o próprio filho, um bebê de apenas 35 dias de vida, em Imbé, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
A acusada tem 25 anos.
As agressões foram filmadas pela mãe e enviadas ao ex-companheiro, pai da criança. O caso gerou grande comoção na cidade e mobilizou Conselho Tutelar, Guarda Municipal e Polícia Civil.
Vídeos revelam agressões contra recém-nascido
Nos registros em vídeo, é possível ver a mãe desferindo tapas no rosto do bebê.
O material foi enviado diretamente ao pai da criança, de 30 anos, com a intenção de atingi-lo emocionalmente e forçá-lo a retomar o convívio familiar.
Segundo relato do homem, os arquivos foram encaminhados em modo de visualização única, mas ele conseguiu registrar as imagens utilizando outro aparelho celular.
Conselho Tutelar e Guarda Municipal atuam no resgate
O Conselho Tutelar de Osório recebeu a primeira denúncia e encaminhou o caso para a equipe de Imbé, que se deslocou até o endereço no balneário Presidente com a Guarda Municipal.
Na primeira visita, os agentes não identificaram sinais visíveis de violência.
Pouco tempo depois, uma nova denúncia foi feita — desta vez com os vídeos que comprovavam as agressões.
Assim, os conselheiros e a Guarda retornaram à residência e encontraram o pai da criança, que apresentou as provas.
Mulher admite agressões e é levada à delegacia
Confrontada pelas autoridades, a mulher admitiu as agressões, mas tentou justificar dizendo que “não foi para machucar”.
A confissão levou à prisão em flagrante, e o delegado de plantão solicitou a prisão preventiva da suspeita, que agora aguarda decisão da Justiça.
Bebê passa por exames e está fora de risco
A criança foi encaminhada ao Pronto Atendimento 24 Horas de Imbé e posteriormente transferida para o Hospital de Tramandaí, onde recebeu avaliação pediátrica especializada.
Os médicos confirmaram que o bebê não sofreu fraturas e encontra-se em bom estado de saúde.
As demais crianças da família foram entregues ao pai, que assinou um termo de responsabilidade.
O Conselho Tutelar seguirá acompanhando o caso e acionou a rede de proteção para garantir a segurança dos menores.
Proteção à vítima e sigilo dos envolvidos
Os nomes dos envolvidos não foram divulgados pelas autoridades a fim de proteger a identidade da vítima e preservar os direitos das crianças envolvidas.



















