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Mulher é morta a facadas pelo ex no RS

Mulher é morta a facadas pelo ex no RS A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, após reunir indícios de que o autor tentou manipular a cena e criar…
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Mulher é morta a facadas pelo ex no RS

A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio, após reunir indícios de que o autor tentou manipular a cena e criar uma narrativa falsa para despistar as autoridades em Guaíba.

A vítima, Gislaine, de 31 anos, foi encontrada morta dentro de casa após a Brigada Militar ser acionada.

Familiares desconfiaram de mensagens estranhas enviadas do celular dela.

O principal suspeito é o ex-companheiro, preso em flagrante após inconsistências em seu depoimento.

Mensagens estranhas levantaram suspeitas

De acordo com o delegado Fabiano Berdichevski, da 17ª Delegacia de Polícia Regional do Interior, o alerta inicial surgiu quando pessoas próximas passaram a receber mensagens desconexas, que não condiziam com a forma habitual de comunicação de Gislaine.

As investigações apontam que o suspeito teria se passado pela vítima, utilizando o celular dela para enviar textos que sugeriam sofrimento emocional e até a possibilidade de que ela atentasse contra a própria vida.

“Ficou claro para a polícia que havia uma tentativa de criar uma versão que não correspondia ao que foi encontrado no local”, afirmou o delegado.

Polícia encontrou a vítima já sem vida

Com base nas suspeitas, a Brigada Militar foi acionada e precisou arrombar a residência.

Gislaine já estava morta quando os policiais entraram no imóvel.

Foi constatado que ela foi atingida por sete golpes de faca.

O suspeito estava no local, fingindo estar desacordado.

Ele foi encaminhado a um hospital, mas não foram identificados ferimentos compatíveis com a versão apresentada por ele.

Após receber alta, o homem foi preso em flagrante.

Versão do suspeito foi descartada

Em depoimento inicial, o homem alegou que teria sido agredido por Gislaine antes de desmaiar, levantando hipóteses que incluíam suicídio ou envolvimento de terceiros.

No entanto, a polícia descartou essas possibilidades.

Segundo Berdichevski, o exame pericial, o contexto da cena e a ausência de lesões no suspeito confirmaram que se tratava de um crime consumado de feminicídio.

Relacionamento marcado por controle e violência psicológica

Testemunhas relataram que o relacionamento, que durou cerca de três anos, havia terminado recentemente por decisão de Gislaine.

Conforme a investigação, a motivação do crime está ligada à recusa da vítima em retomar a relação.

“É um crime de ódio, marcado pelo machismo. A vítima queria o fim do relacionamento e o agressor entendia que aquela mulher pertencia a ele”, ressaltou Berdichevski.

Uma amiga da vítima, que preferiu não se identificar, contou que Gislaine sofria violência psicológica constante, com xingamentos, acusações de traição e comportamento extremamente controlador por parte do ex-companheiro.

Quem era Gislaine

Descrita como uma mulher alegre, dedicada e solidária, Gislaine atuava como bombeira civil e técnica em segurança do trabalho.

Amigos relatam que ela buscava crescimento profissional e cursava faculdade na área.

Mãe de um menino de 10 anos, ela demonstrava profunda dedicação ao filho.

A amiga conta que Gislaine dizia que o filho era a vida dela.

Velório e sepultamento

O corpo de Gislaine é velado em São Gabriel, sua cidade natal, desde a noite de domingo (4).

O sepultamento está previsto para a manhã desta segunda-feira (5), no Cemitério Municipal.

A Polícia Civil informou que não havia registro de boletim de ocorrência nem pedido de medida protetiva em nome da vítima contra o suspeito.

Denuncie violência doméstica

A violência contra a mulher é crime e precisa ser combatida.

Denúncias podem salvar vidas:

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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