Mulher é condenada a mais de 21 anos
Em Rio Grande, no Litoral Sul do Rio Grande do Sul, a Justiça condenou uma mulher a 21 anos e 4 meses de prisão por ter planejado o assassinato do próprio pai.
A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri na quinta-feira, 28 de agosto, após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
Outros dois envolvidos no crime, identificados como intermediário e executor, também foram sentenciados e receberam penas de 16 anos de reclusão cada. Um quarto acusado foi absolvido.
A atuação do Ministério Público
O julgamento teve a participação dos promotores de Justiça Leonardo Giron e Lúcia Helena Callegari, integrante do Núcleo de Apoio ao Júri do MPRS.
Após a decisão, o Ministério Público avalia interpor recurso para aumentar as penas aplicadas e analisa ainda a possibilidade de recorrer contra a absolvição de um dos réus.
O crime em Povo Novo
O homicídio ocorreu na noite de 31 de dezembro de 2021, na localidade de Povo Novo, interior de Rio Grande. A vítima foi morta a tiros dentro de casa, enquanto dormia sob efeito de medicamentos.
Segundo a investigação, a filha da vítima articulou todo o plano: foi ela quem abriu o portão da residência para os assassinos.
Em menos de um minuto, os criminosos entraram no imóvel, realizaram os disparos de arma de fogo e fugiram sem deixar rastros.
Planejamento e frieza na execução
A denúncia do MPRS destacou a crueldade e a frieza com que o crime foi cometido.
A filha, movida por interesses pessoais utilizou os comparsas para garantir a morte do pai, facilitando o acesso ao imóvel e assegurando a vulnerabilidade da vítima.
A ação rápida, com menos de 60 segundos entre a entrada e a saída dos criminosos, foi considerada um indício de planejamento detalhado, sem chance de defesa para o homem que dormia.
Repercussão na comunidade
O caso teve grande repercussão na comunidade de Rio Grande e no distrito de Povo Novo, marcado pela violência e pela gravidade do crime familiar.
Moradores se mostraram chocados com a brutalidade da execução e com o envolvimento direto da filha na morte do pai.



















