A meningite segue como um importante desafio de saúde pública no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, apenas no primeiro quadrimestre de 2025, foram contabilizados 1.980 casos no país. A doença é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e até fatores não infecciosos.
Embora possa atingir pessoas de todas as idades, a atenção com crianças deve ser redobrada. Isso porque, especialmente nos primeiros anos de vida, os sinais podem ser menos evidentes e dificultar o diagnóstico precoce. Em crianças, principalmente bebês, a doença pode se manifestar de forma mais sutil.
“Os sintomas nem sempre são clássicos, o que exige atenção a mudanças de comportamento e sinais inespecíficos”, explica o Dr. Gustavo Pinato, médico e professor da pós-graduação em Pediatria da Afya Ribeirão Preto.
Sintomas da meningite em crianças
Os sintomas da meningite variam conforme a idade. Em bebês, podem surgir sinais como febre ou até hipotermia, recusa alimentar, irritabilidade, sonolência, alterações no tônus muscular, desconforto respiratório e convulsões, que é um dos indícios mais frequentes nessa faixa etária. Também podem ocorrer vômitos, diarreia, choro anormal e abaulamento da fontanela.
Em crianças maiores e adolescentes, os sintomas tendem a ser mais típicos, mas a chamada tríade clássica: febre, rigidez de nuca e alteração do estado mental, aparece em apenas 40% a 50% dos casos, segundo dados do BMJ Best Practice.
Prevenção da meningite
A principal forma de prevenção contra os tipos mais graves da meningite é a vacinação, disponível no calendário infantil e em campanhas específicas. Parte dos agentes causadores da doença é contemplada pelo Programa Nacional de Imunizações.
Além disso, medidas simples ajudam a reduzir a transmissão, como higienizar as mãos com frequência, evitar contato com pessoas doentes e não levar crianças com sintomas para ambientes coletivos. “O avanço da vacinação tem impacto direto na redução dos casos mais graves, mas a conscientização sobre os sintomas e a busca rápida por atendimento ainda são essenciais para salvar vidas”, reforça a Dra. Janaína Teixeira, médica e professora de Infectologia da Afya São João del Rei.
Por Beatriz Felicio


















