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Medicamento inédito para tratamento de Alzheimer é aprovado pela Anvisa

Medicamento inédito para tratamento de Alzheimer no Brasil é aprovado pela Anvisa A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do lecanemabe, um anticorpo monoclonal biológico indicado para…
Medicamento
Foto: © Eisai/Divulgação

Medicamento inédito para tratamento de Alzheimer no Brasil é aprovado pela Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do lecanemabe, um anticorpo monoclonal biológico indicado para pacientes em estágio inicial de Alzheimer, que é uma doença neurodegenerativa crônica e a forma mais comum de demência.

A decisão foi publicada nesta quinta-feira, 8 de janeiro de 2026.

O prazo para chegada ao mercado brasileiro dependerá do laboratório responsável pelo registro e da definição de estratégias de comercialização.

O que é o lecanemabe e por que a aprovação é histórica

O lecanemabe é um medicamento biológico inovador desenvolvido especificamente para atuar na fisiopatologia da doença de Alzheimer.

Ele pertence à classe dos anticorpos monoclonais, projetados para se ligar seletivamente às placas de beta-amiloide no cérebro — uma das principais características associadas à progressão da doença.

Diferentemente dos tratamentos atualmente disponíveis no Brasil, que atuam apenas no alívio dos sintomas, o lecanemabe tem como proposta interferir no curso da doença, retardando a progressão do comprometimento cognitivo em pacientes selecionados.

De acordo com o registro concedido pela Anvisa, o uso do lecanemabe é indicado exclusivamente para pacientes adultos em fase inicial da doença de Alzheimer, respeitando critérios clínicos rigorosos.

Indicação aprovada inclui pacientes com:

  • Diagnóstico clínico de comprometimento cognitivo leve ou demência leve decorrentes da doença de Alzheimer

  • Doença em fase inicial, com sintomas ainda leves

  • Patologia amiloide confirmada, por exames específicos

  • Pacientes que não sejam portadores ou que sejam heterozigotos do alelo ε4 da apolipoproteína E (ApoE ε4)

A restrição genética é relevante, pois o alelo ApoE ε4 está associado a maior risco de efeitos adversos em terapias antiamiloides, o que exige avaliação médica criteriosa antes da prescrição.

Como deverá funcionar a administração do lecanemabe

O medicamento deve ser administrado exclusivamente em ambiente de saúde, seguindo protocolo específico:

  • Via de administração: infusão intravenosa

  • Duração da infusão: aproximadamente uma hora

  • Frequência: uma vez a cada duas semanas

Acompanhamento médico

A aprovação do lecanemabe pela Anvisa foi baseada na análise de dados clínicos que demonstraram redução da progressão do declínio cognitivo em pacientes selecionados, quando comparados ao placebo.

O uso requer avaliação individualizada, considerando riscos, benefícios e perfil genético do paciente.

A Anvisa esclarece que o prazo para início da comercialização dependerá do laboratório detentor do registro, que ainda precisará definir logística e estratégias de acesso ao tratamento.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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