Mapa do abate clandestino no Litoral Sul
Ações contra o abigeato no Litoral Sul são intensificadas.
A Operação Predadores, deflagrada nesta semana, terminou com a prisão em flagrante de um homem e a apreensão de 500 quilos de carne supostamente oriunda de furto de gado.
A ação reforça o alerta para o crescimento do crime rural e para os riscos à saúde pública provocados pela circulação de alimentos sem inspeção sanitária.
Operação Predadores
Coordenada pelo Núcleo de Combate ao Abigeato da Polícia Civil de Rio Grande, a operação teve como foco desarticular estruturas usadas para o abate ilegal e o escoamento de carne obtida a partir de furtos.
Ao longo dos três dias, agentes fecharam quatro abatedouros e açougues clandestinos que funcionavam sem qualquer autorização sanitária.
No total, seis ordens judiciais foram cumpridas em diferentes áreas do município, incluindo Palma, Domingos Petroline, Siola e Povo Novo.
Carne irregular, ferramentas de corte e 250 bovinos vistoriados
Durante as diligências, os policiais apreenderam serras, moedores e diversos equipamentos usados nas chamadas “carenadas” — o processo clandestino de desmanche e fracionamento dos animais.
Mais de 250 bovinos foram localizados e avaliados pelas equipes, parte essencial para rastrear possíveis vínculos com o furto de animais.
Apenas na ação de quarta-feira, dois mandados de busca e apreensão resultaram no recolhimento de 320 quilos de carne irregular, que se somam ao material apreendido na segunda-feira, totalizando meio tonelada.
Mandado na Palma leva à prisão do suspeito e revela esquema de descarte
O suspeito detido foi localizado na região da Palma.
Durante a inspeção do local, os agentes encontraram sinais de que um animal havia sido abatido recentemente.
Conforme relatou a delegada Paula Garcia, responsável pela investigação, a carne estava espalhada e os restos eram usados como alimentação para jacarés da região — uma estratégia para impedir qualquer rastro que pudesse denunciar a atividade criminosa.
Segundo a Polícia Civil, o esquema funcionava de forma organizada:
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Melhores cortes eram destinados à comercialização irregular.
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Cortes secundários eram consumidos pelos próprios abigeatários.
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Resíduos do abate eram deixados para os répteis locais.
A investigação que deu origem à operação começou a partir do furto de 35 bovinos da raça Angus, considerado um crime de alto prejuízo econômico para produtores da região.
Suspeito encaminhado ao sistema prisional
Após ser preso em flagrante, o homem foi conduzido à Penitenciária Estadual de Rio Grande. A Polícia Civil segue analisando materiais apreendidos e vistoriando os bovinos para identificar os responsáveis por toda a cadeia criminosa.



















