Luminárias vandalizadas motivaram uma decisão polêmica da Prefeitura de Campo Bom, no Vale do Sinos, a cerca de 60 km de Porto Alegre, ao anunciar que não fará mais a substituição dos postes danificados no Parcão Sady Arnildo Schmidt.
Segundo o Executivo municipal, mais de 50 luminárias já foram trocadas apenas em 2025, o que representa um alto custo de manutenção e desperdício de recursos públicos.
Município alega descaso de “minoria” e instala placas avisando que consertos não serão mais feitos
A prefeitura justifica a medida afirmando que os atos recorrentes de vandalismo prejudicam toda a comunidade.
Em nota, o município classificou os danos como reflexo do “descaso de uma minoria” e informou que instalou placas de aviso com os dizeres: “Consertamos inúmeras vezes, mas vândalos continuam estragando… Não consertaremos mais”.
A gestão alega que a atitude busca preservar recursos públicos e chamar atenção da sociedade para a responsabilidade coletiva na preservação do espaço urbano.
Parcão Sady Arnildo Schmidt já soma dezenas de luminárias quebradas desde janeiro
Inaugurado em abril de 2024, o Parcão Sady Arnildo Schmidt foi planejado como espaço de lazer e convivência para os moradores de Campo Bom, com 2 mil metros de área verde, quadras esportivas, chimarródromo, fonte luminosa e trilha sinalizada com postes de iluminação. Os postes quebrados compõem a estrutura que garante segurança e mobilidade no local.
Segundo a prefeitura, os mesmos pontos vêm sendo alvo de destruição reiterada, o que inviabiliza o contínuo investimento nos reparos.
O número de luminárias vandalizadas já passa de 50 em apenas sete meses, gerando gastos sucessivos aos cofres públicos.
População critica abandono e cobra punições aos responsáveis pelos atos de vandalismo
A medida gerou forte repercussão nas redes sociais, onde usuários demonstraram insatisfação com a interrupção das trocas. Parte da população cobra ações mais enérgicas, como maior vigilância no parque e punição aos responsáveis pelos atos de destruição.
Prefeito lamenta decisão, mas reforça que “quem perde com o vandalismo é a comunidade”
O prefeito Giovani Feltes (MDB) lamentou a necessidade da decisão e afirmou que a frustração é compartilhada por toda a gestão:
“A cidade é de todos nós, e cada bem público precisa ser valorizado. Manter, cuidar e preservar é um dever coletivo, porque quem perde com o vandalismo é toda a comunidade”, disse em nota.



















