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Litoral Norte: operação desarticula esquema de furtos de carros e extorsão de vítimas

Litoral Norte: a Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (21) a Operação Legio Exitii para desarticular quadrilhas especializadas em furto e extorsão de veículos, com ações simultâneas em Caxias do Sul,…
Litoral Norte: operação desarticula esquema de furtos de carros e extorsão de vítimas

Litoral Norte: a Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (21) a Operação Legio Exitii para desarticular quadrilhas especializadas em furto e extorsão de veículos, com ações simultâneas em Caxias do Sul, Campestre da Serra, São Francisco de Paula e Arroio do Sal.

Ao todo, sete pessoas foram presas e armas, peças automotivas e equipamentos usados em crimes foram apreendidos.

Megaoperação contra furto de veículos no RS

Foram cumpridos 64 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva, resultando em sete prisões confirmadas até o momento.

Cinco suspeitos foram detidos em flagrante por posse irregular de armas de fogo, um por receptação de placas de caminhão e outro de forma preventiva por envolvimento direto em furtos de veículos.

Núcleo da operação em Caxias do Sul

O núcleo central da investigação se concentrou em Caxias do Sul, onde todos os presos são homens e foram localizados em diferentes bairros da cidade, como Pio X, Fátima, Cruzeiro, Nossa Senhora das Graças, Marechal Floriano e Universitário.

Segundo o delegado Luciano Righes Pereira, que coordena o caso, a operação é fruto de nove meses de investigação conduzida pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).

Ao todo, 34 pessoas estão sob investigação por crimes que incluem furto, receptação, adulteração de sinais identificadores de veículos e extorsão.

Litoral Norte: como agiam os criminosos

A investigação revelou que, após furtarem os veículos, os criminosos utilizavam as redes sociais para localizar as vítimas e, em seguida, extorqui-las.

O golpe funcionava da seguinte forma: os bandidos exigiam pagamento para devolver o automóvel, que era deixado em locais públicos com placas clonadas, numa prática conhecida como “esfriar” — utilizada para despistar rastreadores.

O delegado detalhou que o grupo tinha três principais formas de lucro:

  1. Extorsão direta – exigindo valores para devolver os veículos.

  2. Desmanche clandestino – transformando os automóveis furtados em peças para abastecer o mercado ilegal.

  3. Clonagem completa – vendendo carros clonados para outras cidades e estados.

Estrutura e equipamentos usados pela quadrilha

As investigações também comprovaram que o grupo utilizava equipamentos de alta sofisticação, incluindo:

  • Placas falsas confeccionadas sob demanda

  • Chaves mixas para destravar veículos

  • Bloqueadores de sinal e GPS, para evitar rastreamento

Com isso, os criminosos conseguiam atuar principalmente sobre veículos de alto valor, nos quais seguradoras exigem rastreadores.

Durante a operação, foram apreendidas nove armas de fogo e diversas peças de veículos furtados em Centros de Desmanche de Veículos (CDVs).

A ação contou ainda com apoio da Brigada Militar, Instituto-Geral de Perícias (IGP) e Detran-RS.

Queda nos índices de furto de veículos

De acordo com o delegado regional Augusto Cavalheiro Neto, a operação foi fortalecida pelo uso das 400 câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Operações (Ciop) de Caxias do Sul.

Dados da Gestão Estatística em Segurança Pública (GESeg) indicam que, nos últimos 12 meses (de agosto de 2024 a julho de 2025), houve uma redução de 41% nos casos de furto de veículos em Caxias do Sul, totalizando 85 ocorrências registradas.

Além disso, a polícia identificou fraudes em simulações de roubos de veículos, em que motoristas inventavam assaltos para receber indenizações do seguro.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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