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Litoral: FAB confirma origem militar de artefatos encontrados

Litoral norte Possíveis explosivos no litoral norte voltaram a preocupar moradores e turistas após três artefatos serem encontrados em diferentes pontos do Litoral Norte entre os dias 15 e 18…
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Possíveis explosivos no litoral norte voltaram a preocupar moradores e turistas após três artefatos serem encontrados em diferentes pontos do Litoral Norte entre os dias 15 e 18 de novembro.

Após intensa mobilização da Brigada Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e equipes antibombas, a Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou que os objetos são dispositivos pirotécnicos utilizados em operações militares.

🛑 O que a FAB disse sobre os artefatos

A Aeronáutica informou que os materiais correspondem a marcadores empregados por aeronaves P-95BM em missões de busca e salvamento (SAR).

Esses dispositivos são projetados para flutuar e liberar fumaça por alguns minutos, servindo como referência visual no mar durante operações aéreas.

Segundo a FAB:

  • Os artefatos não oferecem risco após o término da emissão de fumaça;

  • São lançados em alto mar e podem chegar à costa empurrados por correntes marítimas ou condições climáticas;

  • Os objetos encontrados nos dias 15 e 16 de novembro são compatíveis com esse tipo de equipamento militar.

A Aeronáutica, no entanto, não detalhou que operação estava em andamento quando os dispositivos foram utilizados.

📍 Três ocorrências em apenas quatro dias

1. Quintão – Sábado, 15 de novembro

Durante a tarde, um dispositivo semelhante foi encontrado na praia de Balneário Quintão, em Palmares do Sul. A Brigada Militar isolou a área e acionou o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), que realizou a detonação controlada.

2. Magistério – Domingo, 16 de novembro

Outro artefato foi localizado por um banhista na faixa de areia, em Magistério, Balneário Pinhal. A BM isolou a região e equipes especializadas da Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Samu e Bope atuaram na destruição segura do equipamento por volta de 12h30.

3. Tramandaí – Terça-feira, 18 de novembro

Diferente dos casos anteriores, o objeto apareceu dentro de uma residência, localizado por uma funcionária durante limpeza do imóvel.

Bombeiros, socorristas do Samu, Brigada Militar e uma equipe antibombas foram acionados imediatamente.

O dispositivo foi removido e destruído em área controlada.
A FAB não mencionou este episódio específico em sua nota oficial.

🪖 Por que esses artefatos chegam à praia?

O deslocamento de dispositivos militares até a orla é um fenômeno possível sempre que marcadores de fumaça são lançados em alto mar. A combinação de:

  • correntes marítimas,

  • ventos costeiros,

  • e maré elevada

pode transportar os materiais até o litoral.

Segundo a Polícia Civil, equipamentos utilizados em treinamentos ou operações reais podem cair na água, na mata ou até chegar à beira-mar.

🚨 Orientação das autoridades: não toque e acione o 190

Apesar de não oferecerem risco após cessarem a emissão de fumaça, as forças de segurança reforçam:

  • Nunca toque em objetos suspeitos;

  • Afaste-se imediatamente;

  • Chame a Brigada Militar ou o Corpo de Bombeiros;

  • Isole a área até a chegada das equipes especializadas.

A recomendação vale especialmente durante a temporada de verão, quando o fluxo de pessoas nas praias aumenta.

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📄 Nota oficial da FAB

“A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Preparo (COMPREP), informa que os artefatos encontrados no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, nos dias 15 e 16 de novembro, apresentam características compatíveis com dispositivos pirotécnicos empregados pela FAB em operações militares.

O material corresponde aos marcadores utilizados pelas aeronaves P-95BM durante missões de Busca e Salvamento.

Esses artefatos são projetados para flutuar e emitir fumaça por alguns minutos, permitindo referência visual no mar.

Após o término dessa emissão, não oferecem risco e, por serem lançados em alto mar, podem eventualmente alcançar a costa devido a correntes marítimas e condições climáticas.”

Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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