LASTIMÁVEIS DECLARAÇÕES
Para declarar como injustificáveis as manifestações do ator Jose de Abreu e do gaúcho Eduardo Bueno (Peninha) no filme que posto, ao fim deste texto, que minimizaram e ridicularizam o assassinato do jovem ativista conservador Charlie Kirk, nos Estados Unidos, peço a paciência de meus 7 ou 8 leitores para reproduzir a seguir um dialogo entre Miguel de Unamuno- Reitor da Universidade de Salamanca – na Espanha- e o General Milan-Astray, General do Exército de Francisco Franco.
“O embate entre o filósofo Miguel de Unamuno e o general José Millán-Astray é um dos episódios mais simbólicos da Guerra Civil Espanhola e ocorreu em 12 de outubro de 1936, na Universidade de Salamanca, durante a cerimônia do Dia da Raça.
Na ocasião, o reitor Unamuno, intelectual liberal e crítico do fascismo, estava presente ao lado da esposa de Franco e do general Millán-Astray, fundador da Legião Espanhola e figura central do franquismo.
Os discursos exaltavam o nacionalismo e atacavam intelectuais, republicanos e catalães.
Unamuno, incomodado, tomou a palavra e fez uma intervenção contundente:
Condenou o ódio e a violência que dominavam o país.
Afirmou que o verdadeiro patriotismo deveria promover o diálogo e a reconciliação, não a destruição.
Confrontou diretamente Millán-Astray, que havia gritado slogans como “Viva la Muerte!”.
Segundo relatos, Millán-Astray respondeu exaltado, chamando Unamuno de traidor.
O ambiente ficou tenso, e muitos temeram que o filósofo fosse agredido ou morto ali mesmo.
Unamuno encerrou sua fala com a frase que ficou célebre:
(“Os senhores vencerão porque têm força bruta de sobra, mas não convencerão, porque convencer significa persuadir. E para persuadir, precisam de algo que lhes falta: razão e direito na luta.”)
Após o episódio, Unamuno foi afastado de seu cargo de reitor e colocado em prisão domiciliar.
Morreu pouco tempo depois, em dezembro de 1936, profundamente desiludido.”
Fiz esta introdução para dizer que os personagens brasileiros, no início citados, ridicularizaram a conduta de Charlie Kirk e deram a entender, com suas declarações que seu assassinato foi devido e necessário e, igual ao General espanhol, deram um grito de Viva a Morte que ecoou em cada canto do país e, certamente, do mundo.
Não posso deixar de fazer um texto, mesmo que modesto e que vai ser lido por poucas pessoas, no qual eu declare como brasileiro, como democrata, mas, acima de tudo, como ser humano que não posso entender que alguém, no exercício pleno de sua saúde mental elogie a morte de alguém e ainda, sob risos, diga que a morte de um pai vai fazer bem para as suas filhas.
É de lamentar-se que tenhamos chegado a este estado de fanatismo resultante da fidelidade a uma crença ideológica, de tal intensidade, que leve alguém a negar a vida e valorizar a morte.
É possível que, por serem muitos e altamente fanáticos, eles possam tentar ir a um confronto para fazerem realidade as suas ideias, os seus dogmas e as suas crenças.
Todavia lhes garanto que, para chegarem a vitória, encontrarão nos seus caminhos brasileiros e brasileiras que estarão dispostos a colocar em risco a própria vida para defenderem a paz e a liberdade que são condições inegociáveis e de valor inestimável para todos aqueles que acreditam na Democracia.
Acessem o link abaixo e vejam e ouçam o que descrevi acima
https://www.youtube.com/shorts/7lPDQ6p4w0
(Recanto da Ana e do Erner – 13.09.2025- Capão Novo)



















