Júri de feminicídio em Imbé mobiliza Comarca de Tramandaí
Júri de acusado de feminicídio em Imbé está marcado para a próxima quinta-feira (14), às 9h, na Comarca de Tramandaí, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul.
O réu, de 34 anos, está preso na Penitenciária Modulada de Osório e responderá pela morte brutal da companheira, Mirnes Aparecida de Lima Martins, de 31 anos, ocorrida em janeiro deste ano.
Acusação e crimes imputados
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou o acusado por feminicídio qualificado, com emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e por motivo fútil.
A denúncia descreve que a vítima sofreu 25 facadas dentro de casa, em um crime que teria sido cometido de forma premeditada e violenta.
Testemunhas e andamento do julgamento
Estão previstas três oitivas durante o julgamento: uma testemunha de acusação e duas de defesa.
A expectativa é de que a sessão se estenda por todo o dia, com apresentação de provas, depoimentos e interrogatório do réu.
Relembre o caso
Na madrugada de 13 de janeiro, por volta das 3h, a Polícia Civil foi acionada após o corpo de Mirnes ser encontrado na residência do casal, na Rua Cruz Alta, em Imbé.
Ela apresentava 25 ferimentos provocados por faca.
O crime aconteceu cerca de quatro horas depois de a vítima registrar um boletim de ocorrência pedindo medida protetiva contra o companheiro.
Histórico de violência
Segundo o delegado Rodrigo Nunes, da Delegacia de Polícia de Imbé, Mirnes já havia denunciado o companheiro anteriormente por violência doméstica quando residia em Lajeado, no Vale do Taquari.
Antes do crime, ela chegou a publicar nas redes sociais um pedido para que alguém cuidasse de seus filhos durante a noite, sem explicar o motivo.
Fuga e prisão
Após o assassinato, o acusado fugiu levando os dois filhos do casal. Horas depois, foi convencido por familiares a se apresentar na delegacia, onde acabou preso em flagrante.
Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva.
As crianças ficaram sob responsabilidade do Conselho Tutelar até serem entregues a familiares.
Defesa
Em nota, o advogado Anderson Borba da Silva, que defende o acusado, afirmou que o réu agiu em legítima defesa:
“O casal sempre teve um relacionamento conturbado, meu cliente era constantemente agredido e ameaçado. No momento do fato, a vítima pegou a faca e avisou que mataria ele, as crianças e cometeria suicídio, partiu para cima dele com o intuito de matar a todos. Ele agiu em legítima defesa, própria e das crianças.”



















