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Hospital do RS fecha UTI após detectar superbactéria mais perigosa do planeta

Hospital do RS fecha UTI após detecção de superbactéria Acinetobacter baumannii Unidade de terapia intensiva foi esvaziada; pacientes transferidos e cirurgias suspensas após alerta sanitário O Hospital Municipal de Novo…
Acinetobacter baumannii, Hospital do RS, Surto de bactéria no RS: hospital suspende internações após casos graves

Hospital do RS fecha UTI após detecção de superbactéria Acinetobacter baumannii

Unidade de terapia intensiva foi esvaziada; pacientes transferidos e cirurgias suspensas após alerta sanitário

O Hospital Municipal de Novo Hamburgo, na Região Metropolitana de Porto Alegre, fechou sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta segunda-feira (4) e transferiu pacientes para outro setor após confirmar a presença da superbactéria Acinetobacter baumannii, considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma das mais perigosas do planeta devido à sua alta resistência a antibióticos e potencial de causar infecções fatais.

Pacientes transferidos e cirurgias suspensas

Segundo a Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), sete pacientes que estavam internados na UTI foram realocados para a Unidade Neurovascular, que foi totalmente esvaziada para recebê-los.

A medida também levou à suspensão temporária de cirurgias cardíacas eletivas, como forma de conter o risco de disseminação da bactéria.

Casos confirmados e histórico da contaminação

De acordo com o histórico divulgado pela FSNH, dois pacientes foram internados na UTI com infecções por Acinetobacter baumannii nos dias 11 e 15 de julho.

Posteriormente, nos dias 16 e 22, foram confirmados dois casos de transmissão cruzada dentro da própria UTI.

A presença da bactéria motivou a atuação imediata da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) e do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP).

A bactéria e o risco à saúde pública

A Acinetobacter baumannii é um patógeno oportunista associado a infecções hospitalares graves, principalmente em pacientes com sistema imunológico fragilizado ou em estado crítico.

A bactéria é resistente a diversos antibióticos, incluindo os carbapenêmicos — medicamentos de “última linha”, usados apenas quando não há outras alternativas de tratamento.

A OMS classifica o microrganismo como de prioridade crítica devido à alta mortalidade associada, à rápida disseminação e à capacidade de sobreviver por longos períodos em superfícies hospitalares.

Medidas para conter a superbactéria

Após a confirmação da contaminação, o hospital acionou imediatamente órgãos de vigilância sanitária municipal e estadual.

A FSNH enfatiza que a bactéria não é transmitida pelo ar, reduzindo o risco para pacientes de outras áreas, e que todos os internados estão recebendo tratamento intensivo e acompanhamento contínuo.

Nota oficial da Fundação de Saúde Pública

Em comunicado, a FSNH declarou:

“Tomamos as medidas necessárias tão logo a presença da bactéria foi identificada, garantindo total transparência e seguindo protocolos sanitários. A decisão de fechar temporariamente a UTI visa proteger pacientes e profissionais, restabelecendo a segurança do ambiente hospitalar.”

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Características da Acinetobacter baumannii:
Resistência a antibióticos:

A bactéria desenvolveu mecanismos de resistência que a tornam difícil de tratar com os antibióticos comuns. 

Infecções hospitalares:

É uma causa frequente de infecções em unidades de terapia intensiva (UTIs), principalmente em pacientes com ventilação mecânica e grandes queimados. 

Formação de biofilme:

A capacidade de formar biofilmes dificulta a ação de desinfetantes e antibióticos, aumentando sua persistência em ambientes hospitalares. 

Transmissão:

A transmissão ocorre principalmente por contato com superfícies contaminadas em hospitais. 

Infecções comuns:

Pneumonias, infecções urinárias, infecções de corrente sanguínea e infecções de feridas são algumas das manifestações clínicas. 

Riscos e desafios:
Alto risco de infecções graves:

A resistência a múltiplos fármacos pode levar a infecções prolongadas e mais difíceis de tratar. 

Ameaça à saúde pública:

A crescente resistência da bactéria aos antibióticos é uma preocupação global. 

Aumento da morbidade e mortalidade:

Em casos graves, a infecção pode levar a complicações como septicemia e óbito. 

Higiene rigorosa:

A lavagem das mãos e a desinfecção de superfícies são medidas essenciais para prevenir a disseminação da bactéria. 

Precauções de contato:

Utilização de equipamentos de proteção individual (EPIs) por profissionais de saúde em contato com pacientes infectados ou colonizados. 

Vigilância epidemiológica:

Monitoramento constante para identificar e controlar focos de infecção. 

Desenvolvimento de novos antibióticos:

Pesquisas para encontrar novas alternativas terapêuticas são cruciais para combater a resistência da bactéria. 

Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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