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HLB/Greening no Litoral Norte: força-tarefa tenta impedir entrada da doença

HLB/Greening mobilizou uma ampla força-tarefa no Litoral Norte, na Serra Gaúcha e no Vale do Caí nos últimos dias, em uma operação considerada estratégica para evitar a entrada da doença…
HLB/Greening no Litoral Norte: força-tarefa tenta impedir entrada da doença

HLB/Greening mobilizou uma ampla força-tarefa no Litoral Norte, na Serra Gaúcha e no Vale do Caí nos últimos dias, em uma operação considerada estratégica para evitar a entrada da doença mais destrutiva da citricultura mundial no Rio Grande do Sul.

A ação foi coordenada pelo Departamento de Defesa Vegetal (DDV) da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) e ocorreu entre os dias 9 e 12 de dezembro, com foco especial na divisa de Torres com o estado de Santa Catarina.

A ofensiva ocorre em um momento crítico do ano, quando o Rio Grande do Sul não possui produção significativa de citros e depende do abastecimento vindo de regiões onde o HLB/Greening já está presente, aumentando significativamente o risco de introdução da doença no território gaúcho.

🚨 Fiscalização reforçada na divisa com Santa Catarina

Durante a operação, os servidores estaduais intensificaram a fiscalização de cargas agrícolas que ingressam no Rio Grande do Sul.

Somente em Torres, na divisa com Santa Catarina, foram vistoriadas 51 cargas de vegetais de interesse fitossanitário, incluindo quatro cargas de citros, que chegaram lacradas e só foram abertas no destino final para conferência minuciosa.

Além disso, 32 unidades de consolidação de cargas — locais que recebem produtos oriundos de outros estados — passaram por inspeção detalhada.

O objetivo foi identificar qualquer irregularidade que pudesse facilitar a entrada do HLB/Greening no Estado.

🔬 Coleta de amostras e análises laboratoriais

Durante as abordagens, os técnicos identificaram situações que exigiram medidas imediatas.

Três amostras de citros com folhas — o que é proibido por lei — foram coletadas e encaminhadas para análise em laboratório oficial.

Também houve coleta de material de propagação (mudas) oriundo de outros estados, com o objetivo de confirmar a ausência da bactéria causadora da doença.

Essas análises são fundamentais para manter o status sanitário do Rio Grande do Sul, que segue sem nenhum registro de Greening, um diferencial importante para a cadeia produtiva de citros.

🍊 Citricultura em alerta máximo no RS

Segundo a chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal do DDV/Seapi, Deise Feltes Riffel, a força-tarefa foi planejada justamente para este período do ano.

“É um momento de extrema importância, pois o Estado não está em período de produção. Isso faz com que o consumo dependa de frutas vindas de áreas com ocorrência do Greening, o que nos coloca em forte risco de entrada da doença”, destacou.

Atualmente, o Rio Grande do Sul possui cerca de 34 mil hectares de citros, uma atividade que movimenta a economia rural e sustenta milhares de famílias, especialmente em regiões do Litoral Norte e da Serra.

🟡 Monitoramento constante do inseto vetor

Além das fiscalizações em rodovias e pontos de entrada, o Estado mantém um sistema permanente de vigilância.

Desde o início de outubro, os servidores monitoram cerca de 360 armadilhas adesivas amarelas, instaladas estrategicamente em diferentes regiões.

Essas armadilhas servem para detectar a presença do psilídeo Diaphorina citri, inseto transmissor do HLB/Greening.

Até agora, seis insetos foram coletados, mas todos apresentaram resultado negativo para a bactéria, reforçando que o Estado permanece livre da doença.

🦠 O que é o HLB/Greening e por que ele preocupa tanto?

O HLB/Greening, também conhecido como Huanglongbing, é considerada a doença mais grave da citricultura mundial.

Ela afeta todos os tipos de citros — como laranja, limão e tangerina — e não possui tratamento eficaz.

A doença é causada pela bactéria Candidatus Liberibacter asiaticus e é transmitida principalmente pelo inseto Diaphorina citri, além do uso de mudas infectadas, o que explica a rigidez da legislação quanto ao transporte de frutos com restos vegetais.

⚠️ Sintomas e impactos da doença

Os principais sintomas do Greening incluem:

  • Ramos e folhas amarelados

  • Frutos assimétricos e deformados

  • Falta de amadurecimento

  • Sabor mais ácido e amargo

Com o avanço da doença, a planta perde produtividade até se tornar economicamente inviável, causando prejuízos milionários e devastando pomares inteiros.

🔒 Estado segue livre do Greening, mas vigilância continua

A força-tarefa no Litoral Norte reforça o compromisso do governo gaúcho em proteger a citricultura e evitar perdas irreversíveis.

A estratégia combina fiscalização rigorosa, monitoramento permanente e conscientização sobre o cumprimento da legislação.

As autoridades alertam que a colaboração de produtores, transportadores e comerciantes é essencial para manter o Rio Grande do Sul livre do HLB/Greening.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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