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Grupo espalhado pelo Brasil que usava drones no tráfico do RS é alvo de operação

Grupo que agia no RS é alvo de megaoperação Polícia Civil/Divulgação Operação contra drones do tráfico no RS mobilizou 350 agentes da Polícia Civil em sete estados brasileiros nesta quarta-feira…
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Foto: Polícia Civil/Divulgação

Grupo que agia no RS é alvo de megaoperação

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Polícia Civil/Divulgação

Operação contra drones do tráfico no RS mobilizou 350 agentes da Polícia Civil em sete estados brasileiros nesta quarta-feira (1º).

O grupo investigado é suspeito de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e envio de celulares para dentro da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (PASC), no Rio Grande do Sul, utilizando drones adaptados com braços articulados.

Durante a ofensiva, quatro pessoas foram presas preventivamente, 70 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

Além de bens apreendidos e contas bancárias bloqueadas.

No decorrer da investigação cerca de 18 milhões foram movimentados pelo grupo.

Como funcionava o esquema com drones

Segundo a investigação, um dos principais alvos é sócio de uma empresa de manutenção de drones em Itajaí (SC).

Ele seria responsável por adaptar os equipamentos para transportar drogas e aparelhos celulares até o presídio.

O esquema também contava com a participação de “laranjas” para movimentar grandes quantias de dinheiro.

Entre os investigados estão uma empregada doméstica, que teria movimentado R$ 3 milhões, e um suspeito com renda mensal de R$ 2,8 mil, mas que chegou a movimentar R$ 10 milhões durante o período investigado.

Estados e cidades alvos da operação

Os 70 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 32 cidades de sete estados:

  • Rio Grande do Sul: Bagé, Canoas, Porto Alegre, São Leopoldo, Lajeado, Campo Bom, Esteio, Charqueadas, Caxias do Sul, São Jerônimo, Pelotas, Montenegro, Uruguaiana.

  • Santa Catarina: Itajaí, Navegantes, Joinville, Barra Funda.

  • São Paulo: Osvaldo Cruz, São Bernardo do Campo, Cotia.

  • Paraná: Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Maringá, Colombo.

  • Bahia: Salvador.

  • Rio de Janeiro: Itaboraí.

  • Pernambuco: São Lourenço da Mata.

Investigação começou em 2023

As apurações tiveram início no ano passado e já haviam resultado no fechamento de um laboratório de refino de drogas em Bagé, onde cinco pessoas foram presas em flagrante.

Segundo a Polícia Civil, o grupo movimentou milhões em pouco tempo.

Um policial penal também é investigado por supostamente receber propina para facilitar a entrada de drogas e celulares na penitenciária.

Ele foi afastado do cargo, após movimentar R$ 2,3 milhões em apenas dois anos.

Bens apreendidos e impacto financeiro

Além das prisões e bloqueios de contas bancárias, a operação apreendeu 20 veículos e bloqueou 63 contas de laranjas utilizadas para lavagem de dinheiro.

A ofensiva é coordenada pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO) de Bagé.

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Amanda da Silveira Ferrari é estudante de Jornalismo pela UNISINOS, com experiência em produção de conteúdo, jornalismo de dados e comunicação pública.

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