Fiscalização expõe denúncias graves em comunidade terapêutica de Imbé
Comunidade terapêutica em Imbé foi alvo de fiscalização após denúncias de irregularidades.
O caso, que mobilizou a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária, ocorreu na última sexta-feira (12) e terminou com a prisão em flagrante do responsável pelo local.
De acordo com o delegado Rodrigo Steinert Nunes, mais de 25 pessoas relataram estar mantidas contra a própria vontade, sem ordem judicial para internação compulsória.
Entre as situações encontradas, chamou atenção a descoberta de um homem com mãos e pés amarrados, além da presença de três adolescentes entre os internos.
Internos denunciam restrição de liberdade e condições suspeitas
O delegado Nunes informou que será instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias da atuação da comunidade, que funcionava sob licença municipal.
Ainda assim, denúncias apontam que a adesão ao tratamento não seguia critérios de voluntariedade, princípio básico desse tipo de atendimento.
Muitos dos internos, segundo relatos, buscavam ajuda por problemas relacionados ao uso de drogas, mas alegam não ter consentido em permanecer no espaço.
A situação levantou preocupação sobre os métodos utilizados na instituição.
O prefeito de Imbé, Ique Vedovato, declarou que a comunidade possuía licença para atuar, mas ressaltou que a prefeitura irá investigar possíveis irregularidades que possam resultar no fechamento do local.
Ele destacou a diferença entre comunidade terapêutica e clínica de reabilitação, explicando que o modelo deveria se basear em adesão voluntária.
Segundo o gestor, alguns internos manifestaram o desejo de sair, enquanto outros optaram por permanecer, já que o espaço é estruturado com diversos quartos e funcionou anteriormente como lar de idosos.
Conselho Tutelar e Assistência Social acompanham o caso
Diante da presença de adolescentes entre os internos, o Conselho Tutelar foi acionado para prestar atendimento especializado.
A Assistência Social também foi mobilizada para dar suporte aos internos que solicitaram a saída imediata do local.
As autoridades reforçaram que a prioridade é garantir os direitos dos adolescentes e adultos que se sentiram prejudicados ou coagidos a permanecer na instituição.
Polícia Civil pede apoio da comunidade
Para avançar nas investigações, a Polícia Civil disponibilizou um número de telefone para denúncias anônimas que possam ajudar a esclarecer os fatos: (51) 98416-7999.



















