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Fireball ilumina o céu do RS durante chuva de meteoros Orionídeas

Fireball Um meteoro Fireball foi flagrado cruzando o céu do Rio Grande do Sul na madrugada desta quinta-feira (23), durante o auge da chuva de meteoros Orionídeas, proporcionando um espetáculo…
Fireball ilumina o céu do RS durante chuva de meteoros Orionídeas
Foto: Observatório Heller &Jung

Fireball

Um meteoro Fireball foi flagrado cruzando o céu do Rio Grande do Sul na madrugada desta quinta-feira (23), durante o auge da chuva de meteoros Orionídeas, proporcionando um espetáculo que surpreendeu tanto astrônomos quanto observadores amadores.

O fenômeno foi registrado por câmeras do Observatório Heller & Jung, localizado em Taquara, e também pelo Observatório Bate-Papo Astronômico, de Santa Maria.

Fenômeno começou a 100 km de altitude e terminou no oeste gaúcho

Segundo o professor Carlos Fernando Jung, diretor do Observatório Heller & Jung e especialista em meteoros, o corpo celeste começou a se desintegrar a cerca de 100 quilômetros de altitude e se extinguiu a 52 quilômetros de altura, sobre o oeste gaúcho.

O brilho intenso chamou atenção e foi descrito como um dos mais impressionantes registros do ano no estado.

Mais de 130 meteoros registrados no céu do RS

Enquanto o Fireball era captado em Taquara, o Observatório Bate-Papo Astronômico, em Santa Maria, contabilizava uma verdadeira chuva de estrelas cadentes.

De acordo com o idealizador Fabrício Colvero, cerca de 130 meteoros foram observados entre a noite de terça-feira (21) e o amanhecer da quarta-feira (22), no auge do fenômeno conhecido como Orionídeas.

“Foi uma noite extraordinária para a observação astronômica. Tivemos dezenas de registros, e alguns meteoros apresentaram cores muito intensas, variando do verde ao alaranjado, o que indica diferentes composições químicas”, comenta Colvero.

Origem: o legado do cometa Halley

A chuva de meteoros Orionídeas tem origem nas partículas deixadas pelo famoso cometa Halley, que passa nas proximidades da Terra a cada 75 a 76 anos.

Mesmo quando o cometa não está visível, seus fragmentos continuam a cruzar o caminho orbital do planeta, resultando em espetáculos celestes como o desta semana.

Essas partículas atingem a atmosfera terrestre a velocidades que ultrapassam 230 mil quilômetros por hora, gerando rastros luminosos que podem ser vistos a olho nu em locais de pouca poluição luminosa.

Pico e observação das Orionídeas

O pico da chuva de meteoros Orionídeas ocorreu entre a noite de terça (21) e a madrugada de quarta-feira (22), com possibilidade de observação em todo o hemisfério sul.

Mesmo após o auge, ainda há chances de ver novos meteoros até o final da semana, especialmente durante a madrugada, quando o radiante – o ponto de onde os meteoros parecem surgir – está mais alto no céu.

Segundo astrônomos, o Lemmon permanecerá visível entre 25 de outubro e 12 de novembro, com o pico de luminosidade previsto entre os dias 2 e 8 de novembro.

A única exceção será a noite de 5 de novembro, quando o brilho da Lua Cheia poderá dificultar a visualização do cometa.

Fora essa data, as condições devem permanecer favoráveis para observadores e fotógrafos amadores.

Fenômenos como o Fireball despertam interesse pela astronomia

O registro de um meteoro Fireball reforça o crescente interesse pela astronomia no Rio Grande do Sul.

Grupos e observatórios locais têm investido em câmeras automáticas, transmissões ao vivo e projetos educativos, permitindo que mais pessoas testemunhem e compreendam eventos celestes com precisão científica.

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Jornalista com formação pela UNISINOS (2010) e fundador do Litoralmania, o portal de notícias mais antigo em atividade no interior do RS. Atua desde 2002 na gestão completa do veículo, com ampla experiência em jornalismo digital, produção de conteúdo, projetos e relacionamento com o público.

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